Jerusalém, Distrito de Jerusalém, Israel — 17 de setembro de 2025 The Jerusalem Post – As Forças de Defesa de Israel anunciaram nesta terça-feira (16) o início da fase ampliada da ofensiva terrestre na Cidade de Gaza, maior núcleo urbano da Faixa de Gaza. A operação tem como objetivo tomar o controle da região, considerada pelas autoridades israelenses como o último grande reduto do grupo Hamas.
O avanço militar ocorre após semanas de bombardeios intensos e cercos estratégicos. Tanques e tropas israelenses começaram a penetrar mais profundamente na cidade, enquanto o governo reforça os apelos para que os civis evacuem a área. Estima-se que mais de 350 mil pessoas já tenham deixado Gaza City, que abriga cerca de um milhão de habitantes.
“Gaza está em chamas. Não recuaremos até que a missão seja cumprida,” declarou o ministro da Defesa de Israel.
A operação foi descrita como “poderosa” pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que reafirmou o compromisso de eliminar a infraestrutura militar do Hamas e criar condições para a libertação dos reféns. A ação ocorre em meio a crescentes preocupações internacionais sobre o impacto da ofensiva na população civil.
Desde o início do conflito em outubro de 2023, mais de 64.900 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza, segundo autoridades locais. Somente nas primeiras horas da ofensiva ampliada, mais de 40 mortes foram registradas em diferentes pontos do território.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que esteve em visita oficial a Israel, declarou apoio à operação terrestre, mas pediu que ela seja conduzida com rapidez e encerrada o quanto antes. A diplomacia americana defende uma solução negociada, mas reconhece que o tempo para um acordo está se esgotando.
“Eles estão destruindo torres residenciais, mesquitas, escolas e estradas. Estão apagando nossas memórias,” relatou um morador que fugia com a família.
A ofensiva terrestre marca um ponto de inflexão no conflito, com potencial para agravar ainda mais a crise humanitária na região. Organizações internacionais alertam para o risco de novas vítimas civis e o colapso dos serviços básicos em Gaza.
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