Economia chinesa desacelera em meio a tensão com EUA

Vendas no varejo, produção industrial e setor imobiliário mostram sinais de enfraquecimento diante de incertezas comerciais

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Pequim, Província de Beijing, China — 16 de setembro de 2025 Xinhua – A economia chinesa apresentou sinais de enfraquecimento no mês de agosto, com queda no ritmo de crescimento do consumo, da produção industrial e dos investimentos imobiliários. O cenário reflete a cautela dos consumidores e empresários diante da possibilidade de novas tensões comerciais com os Estados Unidos.

As vendas no varejo cresceram 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo dos 3,7% registrados em julho. O consumo foi impactado por uma postura mais conservadora da população, que reduziu gastos com alimentação fora de casa e produtos não essenciais.

A produção industrial também desacelerou, com alta de 5,2% em agosto, frente aos 5,7% do mês anterior. O setor enfrenta dificuldades para manter o ritmo diante da queda nas exportações e da incerteza sobre novas tarifas americanas.

“O crescimento das vendas se fortaleceu no início do ano, mas os dados recentes apontam para uma demanda enfraquecida,” destacou um relatório oficial.

O mercado imobiliário segue em retração, com queda de 12,9% nos investimentos em desenvolvimento entre janeiro e agosto, comparado ao mesmo período do ano anterior. Os preços de imóveis novos recuaram em 57 das 70 principais cidades chinesas, refletindo a baixa confiança dos consumidores e investidores.

As negociações comerciais entre autoridades dos dois países foram retomadas no dia (15) em Madri, com foco em tarifas, segurança digital e medidas de equilíbrio comercial. A delegação americana é liderada pelo secretário do Tesouro, enquanto o vice-primeiro-ministro chinês representa o governo de Pequim.

“A durabilidade da recuperação no consumo depende da confiança do consumidor, que ainda está em níveis muito baixos,” apontou uma análise independente.

A expectativa é que os resultados das negociações influenciem diretamente o rumo da economia chinesa nos próximos meses. Caso novas tarifas sejam impostas, analistas preveem impactos adicionais sobre exportações, investimentos e o crescimento do Produto Interno Bruto, estimado atualmente em 4,7% para 2025.

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