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Fukushima completa dois anos de liberação controlada de água tratada

Monitoramentos confirmam níveis seguros de trítio em amostras do oceano, segundo autoridades japonesas

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Fukushima, província de Fukushima, Japão, 25 de agosto de 2025, NHK – O domingo (24) marcou dois anos desde o início da liberação, pela usina nuclear Fukushima Daiichi, de água tratada e diluída no oceano. Desde então, nenhuma das amostras de água coletadas ao redor do complexo registrou níveis de trítio radioativo acima dos padrões de segurança estabelecidos pelas autoridades locais.

A usina, que sofreu a fusão de três de seus reatores após o terremoto e tsunami de 2011, detém hoje cerca de 880 toneladas de detritos radioativos misturados com estruturas da planta. A água usada para o resfriamento do material fundido é tratada para remover a maior parte das substâncias radioativas, restando ainda trítio, que é diluído antes do descarte final no mar.

“O nível de trítio na água diluída está em aproximadamente um sétimo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde para consumo humano”, confirma o operador TEPCO.

Os monitoramentos realizados por TEPCO e pelo governo japonês identificaram a maior densidade de trítio em 61 becqueréis por litro, valor significativamente abaixo do limite de 700 becqueréis que provocaria a suspensão voluntária da descarga e distante dos 10.000 becqueréis orientados pela OMS para água potável.

Desde o início da operação, 13 rodadas de descarte liberaram cerca de 101.000 toneladas de água tratada, com a 14ª descarga prevista para encerrar nesta segunda-feira (25). Atualmente, mais de 1.000 tanques armazenam cerca de 1,27 milhão de toneladas desse material. O plano prevê liberar aproximadamente 400.000 toneladas até o ano fiscal de 2030, liberando espaço para a instalação de estruturas essenciais à remoção dos detritos radioativos.

Especialistas indicam que o processo de redução dos volumes de água tratada e o descomissionamento completo da planta devem se estender até 2051, exigindo programas contínuos de segurança, controle da descarga e monitoramento ambiental.

A operação reafirma o compromisso do Japão com a transparência e segurança ambiental, diante dos desafios de lidar com resíduos nucleares de longa duração.

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