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Hugo Motta fecha Câmara e impede reuniões de apoio a Bolsonaro

Presidente da Câmara proíbe comissões durante recesso após pautas de apoio ao ex-presidente

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Brasília, Distrito Federal, Brasil – 23 de julho de 2025, Agência Brasil. – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou o fechamento da Casa para reuniões de comissões a partir desta terça-feira (22), sem justificar explicitamente a decisão no Ato da Presidência publicado no Diário da Câmara. A medida atinge diretamente duas comissões presididas por deputados do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que haviam convocado reuniões deliberativas com moções de apoio político ao ex-presidente na pauta.

O ato de proibição, válido até 1º de agosto, foi confirmado logo nas primeiras horas do dia pela presidência da Casa, antes mesmo da publicação oficial. A oposição classificou a iniciativa como uma manobra antidemocrática, afirmando que a restrição tem o objetivo claro de silenciar manifestações públicas de apoio a Bolsonaro.

Mesmo com a ordem em vigor, parlamentares da Comissão de Segurança Pública se reuniram informalmente e exibiram uma placa com moção de apoio ao ex-presidente.

“É uma decisão que nos impede de manifestar nossa opinião, nossa palavra”, declarou o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança.

Já o deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores, afirmou que a oposição não ficará parada e que mobilizações nas ruas e denúncias em organismos internacionais estão sendo articuladas.

“Apesar de o Congresso estar no chamado recesso branco, nós não teremos recesso. Voltaremos às nossas bases para mobilizar o povo nas ruas”, reforçou Filipe Barros.

O líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), também reagiu criticando as restrições judiciais impostas ao ex-presidente Bolsonaro, reforçando que ele está sendo tratado como “um criminoso”. Segundo ele, a oposição continuará lutando contra o que considera censura política e perseguição institucional.

A decisão de Motta acirra ainda mais os ânimos entre governo e oposição e expõe um cenário de forte tensão institucional no Congresso Nacional, especialmente em um período que deveria ser marcado por calmaria durante o recesso parlamentar.

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