Haia, Holanda, 26 de junho de 2025, NHK – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo entre Israel e Irã está “indo muito bem”, apesar de análises iniciais questionarem a eficácia dos ataques americanos sobre instalações nucleares iranianas.
Falando com jornalistas em Haia, onde participa da cúpula da OTAN, Trump rebateu as avaliações da inteligência americana que sugerem que os danos causados ao programa nuclear do Irã foram limitados. Segundo o presidente, os ataques provocaram uma regressão de “décadas” no desenvolvimento nuclear iraniano.
Trump anunciou o cessar-fogo na segunda-feira (23), após dias de confronto entre os dois países. Desde então, ambos os lados têm declarado vitória.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país alcançou uma “vitória histórica”. Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que toda a glória pertence “à grande e civilizatória nação iraniana”.
O governo dos EUA continua sustentando que os ataques contra instalações nucleares causaram danos significativos e que, agora, busca um acordo de paz mais amplo com o Irã.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, por sua vez, condicionou a retomada das negociações nucleares ao compromisso de Israel com o cessar-fogo. “Enquanto a agressão continuar, não será possível voltar à mesa de negociações com os EUA”, disse.
Araghchi reforçou que os bombardeios apenas fortaleceram a determinação do país: “Nenhum iraniano vai abandonar o programa nuclear”.
O Parlamento iraniano aprovou ainda nesta quarta-feira (26) uma proposta pedindo a suspensão da cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), enquanto não houver garantias à soberania nacional e aos direitos nucleares permitidos pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear.
Na prática, isso poderia impossibilitar futuras inspeções e agravar ainda mais as preocupações globais quanto ao programa nuclear iraniano.
Enquanto os bastidores diplomáticos se movimentam, a população dos dois países começa a retomar sua rotina. Em Tel Aviv, escolas reabriram e o aeroporto principal voltou a funcionar. Em Teerã, o tráfego intenso indica o retorno de famílias que haviam deixado a cidade durante os ataques.
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