Vicenza, Vêneto, Itália, 29/06/2025 — ANSA – Onze ex-executivos de uma empresa química foram condenados pelo tribunal de Vicenza, no norte da Itália, por contaminarem águas subterrâneas com substâncias químicas do tipo PFAS. As penas variam de dois anos e oito meses até 17 anos e meio de prisão.
Entre os condenados, estão três cidadãos japoneses ligados à corporação Mitsubishi, antiga controladora da empresa. Segundo a decisão judicial, dois deles receberam sentenças de 16 anos de prisão, enquanto o terceiro foi condenado a 11 anos.
O julgamento envolveu ao todo 15 réus, dos quais quatro foram absolvidos. A acusação responsabilizou os executivos pela liberação contínua de compostos perfluorados (PFAS) no lençol freático, afetando comunidades locais da região do Vêneto.
As PFAS — substâncias perfluoroalquil e polifluoroalquil — são compostos orgânicos altamente persistentes no ambiente e associados a potenciais riscos à saúde humana.
De acordo com a imprensa italiana, a fábrica em questão operou desde os anos 1960 até declarar falência em 2018. Durante esse período, produtos químicos contendo PFAS eram produzidos e, por meio de rejeitos líquidos, acabaram contaminando o solo e o lençol freático ao redor.
A sentença é considerada histórica e poderá servir de precedente para ações judiciais semelhantes em outros países da União Europeia. Movimentos ambientalistas locais classificaram a decisão como uma vitória para a responsabilização de grandes corporações por crimes ambientais.
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