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Crise alimentar atinge 295 milhões de pessoas em 2024

Relatório da ONU aponta recorde histórico de insegurança alimentar aguda causada por conflitos e clima extremo

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Nova Iorque, Estado de Nova Iorque, Estados Unidos, 18 de maio de 2025 – Associated Press – Um novo relatório divulgado pelas Nações Unidas e outras organizações internacionais revelou que mais de 295 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar aguda em 2024, o maior número já registrado desde o início da coleta de dados.

A análise, publicada na véspera (17), mostra que 295,3 milhões de pessoas estiveram em situação de insegurança alimentar de Fase 3 ou superior, em uma escala de cinco níveis. Isso representa um aumento de mais de 13 milhões em relação a 2023 e marca o sexto ano consecutivo de crescimento desse índice alarmante.

Os dados indicam ainda que 1,95 milhão de pessoas estiveram no nível mais grave da escala, conhecido como Fase 5 – Catástrofe, mais que o dobro do registrado no ano anterior. Gaza e Sudão concentram 95% desses casos extremos.

Conflitos armados, deterioração da segurança e eventos climáticos extremos foram os principais responsáveis pela crise em 38 países e territórios, segundo o relatório. Em locais como Mianmar e Nigéria, múltiplos fatores contribuíram para o agravamento da fome.

A insegurança alimentar de Fase 3 caracteriza uma situação de crise alimentar, na qual famílias sofrem com desnutrição aguda ou são obrigadas a vender seus bens essenciais para se alimentar. O relatório aponta que o aumento da fome está diretamente relacionado a guerras, mudanças climáticas severas e cortes no financiamento humanitário internacional.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou: “No momento em que a insegurança alimentar e a desnutrição ganham velocidade, nossa capacidade de resposta está estagnando. A redução dramática do financiamento humanitário agrava a crise da fome. E a perspectiva de uma guerra comercial só tornará tudo pior.”

O alerta da ONU reforça a urgência de ações coordenadas entre governos, organizações internacionais e sociedade civil para combater as causas estruturais da fome. O relatório também sugere que o agravamento da crise alimentar pode comprometer metas globais de desenvolvimento sustentável, com impactos severos na estabilidade social e econômica de diversas regiões do planeta.

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