Washington, D.C., Estados Unidos, 6 de abril de 2025, Associated Press – O presidente Donald Trump demitiu o general Timothy Haugh, chefe da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), após pressões feitas por uma ativista de extrema-direita. A saída do general foi anunciada pelo Departamento de Defesa na sexta-feira (4), sem que fossem apresentados motivos oficiais para a decisão.
Haugh, que liderava uma das principais agências de inteligência do país, com foco no combate ao terrorismo e à segurança cibernética, ocupava um papel estratégico no governo anterior, comandado por Joe Biden.
Segundo informações da imprensa norte-americana, a demissão foi influenciada pela ativista Laura Loomer, que teria recomendado diretamente ao presidente a substituição de Haugh durante uma reunião na quarta-feira (2). Loomer alegou que o general não era leal ao atual governo e lembrou que ele havia exercido papel central sob a gestão democrata anterior.
Loomer é uma figura conhecida no cenário político dos Estados Unidos por suas declarações polêmicas nas redes sociais e seu apoio fervoroso a Trump. O ex-presidente já a chamou publicamente de “uma grande patriota” e reconheceu que leva em consideração suas sugestões sobre cargos e decisões estratégicas.
Em resposta à demissão, o senador democrata Jack Reed expressou preocupação e indignação, afirmando que a medida representa um perigoso precedente ao transformar a lealdade política em critério para nomeações militares. Reed destacou que a prática enfraquece as instituições democráticas e a independência das forças armadas.
A saída de Haugh ocorre em um momento de crescente tensão política nos Estados Unidos, com movimentações cada vez mais visíveis de Trump para consolidar aliados em cargos-chave do governo, especialmente em áreas ligadas à segurança e inteligência.
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