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Desigualdade de gênero nas comissões de desastres no Japão

Pesquisas mostram grandes variações na participação feminina nas atividades de preparação para desastres no Japão.

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Tóquio, Japão, 9 de março de 2025 – Agência Kyodo – O índice de desigualdade de gênero nas prefeituras do Japão, divulgado no dia 8 de março, revelou grandes diferenças regionais na participação das mulheres nas atividades de preparação para desastres. O estudo, realizado anualmente, foi publicado em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

Liderado pela professora Miura Mari, da Universidade Sophia, o índice analisa a participação de homens e mulheres em 30 indicadores de áreas como política, administração e outros campos. Tóquio, pela quarta vez consecutiva, liderou o ranking político, com a governadora mulher e sendo a única prefeitura a ultrapassar 30% de mulheres na assembleia.

As prefeituras de Aomori e Shimane tiveram um grande avanço, com aumento significativo na participação feminina, após a eleição de mulheres nas eleições nacionais de 2024. Tottori manteve o primeiro lugar no setor administrativo, devido aos esforços contínuos para promover mulheres a cargos de liderança.

No que diz respeito às comissões de preparação para desastres, Tokushima liderou com 47% de mulheres, seguida por Shiga, com 46%. No entanto, prefeituras como Yamanashi, Yamagata e Ehime apresentaram números bem abaixo, com cerca de 10% de participação feminina.

Essas comissões, que em sua maioria são compostas por representantes da polícia e das Forças de Autodefesa, geralmente têm uma presença predominante masculina. Contudo, Tokushima e Shiga alteraram suas ordenanças para ampliar o tamanho das comissões e aumentar a participação feminina.

Além disso, algumas prefeituras começaram a implementar iniciativas focadas nas experiências femininas em evacuações, considerando o impacto das catástrofes do ponto de vista das mulheres. A professora Miura destaca que o compromisso dos governos locais é essencial para a melhoria desses índices, embora enfatize que a maior presença feminina não seja o objetivo final, mas apenas uma etapa para alcançar uma estrutura mais inclusiva e focada na comunidade.

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