Díli, Timor-Leste, 27 de junho de 2024 (Agência Tatoli) – Cidadãos timorenses que afirmam ter sofrido abusos durante o domínio indonésio compartilharam suas experiências em um evento realizado na capital Díli. O encontro antecedeu o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura da ONU e foi organizado para divulgar as violações de direitos humanos que supostamente ocorreram durante as duas décadas de controle indonésio a partir de 1975.
Um dos participantes relatou ter sido torturado por participar de um movimento pela independência. Segundo ele, soldados e policiais o insultavam e espancavam diariamente, às vezes até desmaiar. “Ser detido na prisão antes da independência de Timor-Leste foi uma experiência dolorosa. Mas, ao olhar para o passado, consegui voltar meus olhos para o futuro”, declarou Mario De Jesus Carvalho, ex-prisioneiro.
Uma comissão da verdade, estabelecida pouco antes da restauração da independência de Timor-Leste em 2002, confirmou cerca de 19.000 casos de tortura e maus-tratos pelas autoridades indonésias. O governo da Indonésia, por sua vez, classifica as acusações como unilaterais.
Atualmente, um grupo está entrevistando ex-prisioneiros que afirmam ter sido torturados. O objetivo é compartilhar esse capítulo sombrio da história de Timor-Leste, anteriormente conhecido como Timor Leste. Os organizadores acreditam que o registro desses testemunhos ajudará os jovens a entender que tais atos violam os direitos humanos.
Este evento destaca a importância de confrontar o passado doloroso para construir um futuro mais justo e consciente em Timor-Leste. Ao dar voz às vítimas, o país busca não apenas reconhecer o sofrimento passado, mas também fortalecer seu compromisso com os direitos humanos e a prevenção de futuras atrocidades.
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