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Israel defende ataque a escola tomada pelo grupo terrorista Hamas

Operações militares intensas continuam em Gaza, apesar de críticas.

Tel Aviv, Israel, 8 de junho de 2024 (EFE) – Sexta-feira (7) marca oito meses desde que os confrontos eclodiram entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. As forças israelenses continuam a conduzir operações intensas na região, mesmo após serem criticadas por realizar um ataque a uma escola da ONU tomada pelos terrorista que deixou 40 mortos.

O exército israelense afirmou na quinta-feira (6) que realizou um ataque aéreo contra a escola em Nuseirat, localizada na região central de Gaza. A instalação é administrada pela agência da ONU para refugiados palestinos, a UNRWA, onde o grupo terrorista Hamas fez uma base. O Hamas informa que o ataque deixou 40 mortos, incluindo 14 crianças, e 74 feridos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque, afirmando que as instalações da ONU são invioláveis e devem ser protegidas por todas as partes em todos os momentos, mesmo que estejam sendo operadas por terroristas.

Na quinta-feira (6), o porta-voz militar israelense, Daniel Hagari, defendeu o ataque aéreo, argumentando que terroristas do Hamas e outros estavam operando dentro de três salas de aula na escola da ONU.

Hagari disse: “Realizamos o ataque depois que nossa inteligência e vigilância constataram que não havia mulheres e crianças dentro do complexo do Hamas, naquelas salas de aula”. Ele também divulgou fotografias de alguns terroristas, alegando que foram mortos no ataque.

As forças israelenses continuaram a realizar ataques intensos em Nuseirat e suas áreas circundantes na sexta-feira (7). Uma mídia local relata que mais de 10 terroristas foram mortas.

Enquanto isso, o Wall Street Journal informou que o líder do Hamas na Faixa de Gaza, Yahya Sinwar, disse às pessoas que tentavam mediar um acordo de cessar-fogo que “o Hamas não entregará suas armas ou assinará uma proposta que peça isso”.

O Hamas afirma que não concordará com a mais recente proposta de cessar-fogo e liberação de reféns, a menos que Israel se comprometa com um cessar-fogo permanente. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não esclareceu sua posição.