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sexta-feira, 2024/03/01  7:36
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Joelma Marques: do sertão brasileiro para Munique

A cantora, compositora e escritora brasileira, Joelma Marques, natural de Mombaça, uma pequena cidade no interior do Ceará  e radicada em Munique, na Alemanha, já apresentou sua música na TV e rádio brasileira, bem como em palcos alemães e brasileiros em bares, restaurantes e festivais. Joelma lançou recentemente o seu novo single "Antigo Ritual" do EP "De Nós Dois". O EP teve arranjo de Alexandre Caldi sendo produzido no Rio de Janeiro e Munique.

A cantora, compositora e escritora brasileira, Joelma Marques, natural de Mombaça, uma pequena cidade no interior do Ceará  e radicada em Munique, na Alemanha, já apresentou sua música na TV e rádio brasileira, bem como em palcos alemães e brasileiros em bares, restaurantes e festivais. Joelma lançou recentemente o seu novo single “Antigo Ritual” do EP “De Nós Dois”. O EP teve arranjo de Alexandre Caldi sendo produzido no Rio de Janeiro e Munique.

Os destaques midiáticos de suas atividades musicais certamente incluem a apresentação ao vivo na TV Ceará a convite do veterano da rádio e TV local Augusto Borges no programa “Ontem, Hoje e Sempre” ou a apresentação de seu Álbum do programa “Nova música do Brasil” da Rádio Cultura Brasil de um dos mais influentes jornalistas e publicitários musicais brasileiros, Solano Ribeiro, que colaborou com muitas lendas da música brasileira (Elis Regina, Edu Lobo, Francis Hime, Maria Odete, Chico Buarque, Nara Leão, Geraldo Vandré, Jair Rodrigues, Martinho da Vila etc.).

Os discos “Passos” e “Tertúlia do Catolé” foram ambos produzidos em Fortaleza. Joelma pôde trabalhar com grandes nomes da música regional: Carlinhos Crisóstomo, Tito Freitas, Descartes Gadelha, Marcelo Leite, Edinho, Adelson Viana e Tarcísio Lima. O álbum “De nós dois” foi criado em colaboração com Alexandre Caldi, arranjador carioca que também já trabalhou com Maria Rita e outras estrelas brasileiras.

Além das atividades solo, Joelma sempre foi importante para cantar em coral. Em Fortaleza, como integrante do coral da Universidade Federal do Ceará, chegou a dividir o palco com o famoso Milton Nascimento  no musical “Menino”. Desde que voltou a Munique, canta contralto e mezzo-soprano no coral brasileiro Cantares.

Joelma já se apresentou, entre outros, no jazz bar Vogler em Munique, no Festival Uferlos em Freising, no Pasinger Fabrik com a Brasil Arts Orquestra  e como parte da renomada série de eventos “Open Gates” na Igreja do Sagrado Coração em Munique. Também cantou em vários cafés culturais de Munique, no Tollwood Festival Munique, no Mercado Central de Fortaleza na série Degusta Som (patrocinada pelo SESC) e na Biblioteca Municipal de Neuhausen (patrocinada pelo Comitê Distrital de Neuhausen).

Ainda muito jovem Joelma descobriu a paixão pela música e começou a cantar no coral da igreja da sua cidade e fazer as primeiras composições, retratando a vida simples do interior. A música faz parte fundamental da sua trajetória de vida, onde costuma dizer que: “Você não tem uma vida viva, é uma música e uma série com foto”. Por esse motivo, surge o desejo da afirmação do filme Wittgenstein que afirma que é uma música e uma visão do universo.

No entanto, para Joelma, ela não é tão a risada, mas é o lamento, o consolo, o protesto, o elogio, a melhor forma de expressar aquilo que não falaria tão abertamente. Você não tem uma abordagem musical que expresse sentimentos, você pode ouvir a música e ter a capacidade de criar uma realidade e construir um mundo de fantasias, afirma Joelma. Desde a infância, Joelma gostava de brincar com bonecas criando personagens e histórias que inspiravam várias canções.

O seu CD Passos, por exemplo, faz parte de um conto de fadas moderno “A princesa debutante” e acompanha os passos da personagem principal desta estória e o seu segundo CD Tertúlia do Catolé faz parte de outro conto de estilo regional: “Ara: Discussões filosóficas no sertão”. Dessa forma, você continua enviando uma criança para a criança que ouve a música, tornando uma fantasia em realidade e uma realidade em fantasia, confessa a cantora.

“Vejo a música não apenas como uma expressão de sentimentos, mas como uma forma de descrever a realidade e mudá-la através da descoberta de mundos fantásticos. Na nossa infância brincamos com bonecas e brinquedos e inventamos personagens e histórias. É exatamente isso que inspira minhas composições até hoje. Meu CD Passos, por exemplo, é baseado no conto de fadas moderno “A princesa debutante”, que escrevi sobre uma menina de 15 anos que tem aulas de filosofia para se preparar para seu baile de debutante”. O livro foi publicado em 2017 pela editora Apolodoro Virtual Edições.

Seu segundo CD Tertúlia do Catolé  acompanha o conto de fadas regional “Ara: Discussões filosóficas no sertão“, que é sobre uma garota que quer mudar politicamente a vida em uma pequena cidade do interior brasileiro. Como músico, como criança, Joelma quer transformar a fantasia em realidade e a realidade em fantasia.

O livro Ara: Discussões filosóficas no sertão publicado em 2018 pela editora Apprise, retrata a vida de Maria, uma adolescente do interior do sertão cearense, que mantém uma amizade com Ara, uma arara nobre que instiga Maria a refletir sobre diversos problemas filosóficos como, por exemplo, as origens de vários preconceitos , a existência do mal, ou determinismo e a liberdade.

Ao longo de sua trajetória de vida, Maria compõe diversas canções que retratam sentimentos amorosos, experiências de vida, problemas sociais como a seca no sertão, o vício e diversas manifestações da cultura popular nordestina. O livro Ara: Discussões filosóficas no sertão está disponível em versão impressa e digital .

Joelma gravou também o seu primeiro álbum infantil, Canções de Ninar e Brincar e mais recentemente o EP “De Nós Dois”.

Fonte: https://joelmamarques.jimdofree.com/
Instagram: https://www.instagram.com/joelmamarquesmusic/
Facebook: https://www.facebook.com/joelmamarquesmusic/

 

Cleo Oshiro
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