Segundo a NHK, havia uma lista de jornalistas que não tinham permissão para fazer perguntas durante a coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (2), pela agência de talentos Johnny & Associates.
A agência está no centro de um escândalo de abuso sexual envolvendo seu falecido fundador, Johnny Kitagawa.
A empresa realizou uma coletiva de imprensa que durou mais de duas horas em Tóquio na segunda-feira. Cerca de 300 membros da mídia compareceram.
Cada meio de comunicação teve permissão para fazer uma pergunta. O anfitrião escolheu os questionadores dentre aqueles que levantaram a mão.
Fontes disseram à NHK que a empresa de consultoria que estava gerenciando a coletiva de imprensa tinha uma lista de jornalistas de mídias e freelancers que deveriam ser evitados quando as perguntas fossem feitas, com seus nomes e fotos, para que o apresentador pudesse ignorá-los. O anfitrião teria verificado onde essas pessoas estavam sentadas.
Uma filmagem feita pela NHK mostra um funcionário do evento segurando um pedaço de papel impresso com o nome e a foto de pelo menos seis pessoas.
Alguns jornalistas que levantaram a mão, mas foram ignorados, reclamaram em voz alta. Ao mesmo tempo, alguns dos jornalistas, supostamente, incluídos na lista negra foram convidados a fazer uma pergunta.
No final da quarta-feira (4), a Johnny & Associates apresentou sua versão do que aconteceu.
A empresa disse que os executivos da agência se reuniram com funcionários da consultoria dois dias antes da conferência. Disse que a empresa mostrou aos executivos uma lista de meios de comunicação com as letras “NG”, que significam “no good” (‘não é bom’), ao lado de seus nomes. Mas disse que os executivos protestaram, dizendo que os jornalistas dessas organizações de notícias deveriam definitivamente ter a chance de fazer uma pergunta.
A empresa teria respondido que eles teriam essa chance durante a segunda metade da coletiva de imprensa.
A Johnny & Associates afirma que ninguém da agência estava envolvido na organização da conferência e que não pediu à empresa que ignorasse determinados jornalistas.
A empresa de consultoria disse à NHK que não pode comentar o assunto, inclusive o conteúdo de seu contrato com a agência de talentos.
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