O Governo Metropolitano de Tóquio está usando uma mensagem gravada para lidar com ligações telefônicas de assédio, aparentemente vindas da China, protestando contra a liberação de água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi.
Instalações públicas e empresas de todo o Japão estão recebendo essas ligações telefônicas internacionais de números que começam com o código de país 86 da China desde o início da liberação da água em 24 de agosto.
O Governo Metropolitano afirma que, até o final do mês passado, havia recebido mais de 34.000 ligações.
A partir da última sexta-feira (1), as autoridades de Tóquio estão usando um sistema para reproduzir automaticamente uma mensagem gravada quando há chamadas suspeitas provenientes da China.
A mensagem diz em chinês que a liberação da água tratada no mar está de acordo com os padrões e protocolos internacionais.
A mensagem diz que a água é diluída para reduzir os níveis de trítio para abaixo dos níveis dos países vizinhos e que medidas completas são tomadas para garantir a segurança da água.
As autoridades de Tóquio dizem que, após sua introdução, o novo sistema de mensagens respondeu a 198 chamadas durante os primeiros 105 minutos.
Um funcionário disse que eles decidiram tomar essa medida porque é necessário fornecer informações corretas, já que algumas ligações foram baseadas em mal-entendidos.
A usina de Fukushima Daiichi sofreu um derretimento triplo no terremoto e tsunami de 2011. A água usada para resfriar o combustível derretido na usina tem se misturado à chuva e à água subterrânea.
A água acumulada é tratada para remover a maioria das substâncias radioativas, mas ainda contém trítio.
Antes de liberar a água tratada no mar, o operador da usina a dilui para reduzir os níveis de trítio para cerca de um sétimo das diretrizes da Organização Mundial da Saúde para água potável.
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