Um membro de um painel consultivo da UNESCO pediu a paralisação imediata de um plano controverso para reurbanizar o Parque Jingu Gaien, uma exuberante área no centro de Tóquio.
O painel do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, ou ICOMOS, emitiu o que é chamado de alerta ao patrimônio na semana passada, pedindo uma interrupção na destruição de milhares de árvores no parque. A declaração afirmou que o Jingu Gaien “representa um patrimônio cultural excepcional, sem precedentes na história dos parques urbanos em todo o mundo.”
Elizabeth Brabec, membro do ICOMOS, atua como presidente do Comitê Científico Internacional de Paisagens Culturais do painel. Ela participou de uma coletiva de imprensa online no Japan National Press Club na sexta-feira (15).
Brabec criticou a “inaceitável perda de árvores patrimoniais maduras em um momento em que a resposta mundial às mudanças climáticas reconhece a importância crítica da manutenção de espaços urbanos abertos em todas as partes da floresta urbana.”
Brabec acrescentou: “É praticamente inédito para uma grande cidade como Tóquio utilizar parte de seu parque urbano, que está em escassez, para fins de desenvolvimento.”
Os desenvolvedores planejam construir dois arranha-céus na área do Jingu Gaien, que inclui partes do distrito de Shinjuku. O trabalho de derrubada de centenas de árvores com mais de 3 metros de altura pode começar neste mês ou mais tarde.
O ICOMOS está pedindo ao Governo Metropolitano de Tóquio, que aprovou o projeto, e aos desenvolvedores que respondam ao seu alerta até 10 de outubro.
A governadora de Tóquio, Koike Yuriko, disse na sexta-feira, aos repórteres, que parece que o ICOMOS possui informações unilaterais e que os desenvolvedores precisam fornecer uma explicação mais detalhada.
Koike também disse que o Governo Metropolitano pediu aos desenvolvedores na terça-feira (12), que apresentassem um plano concreto para revisar sua política de preservação de árvores antes de derrubá-las.
A governadora afirmou que o lembrete foi emitido porque as partes envolvidas não apresentaram um relatório, apesar de prometerem fazê-lo em janeiro. Ela instou-os a estudar rapidamente os planos de preservação.
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