O membro da Câmara dos Deputados, Akimoto Masatoshi, que é suspeito de receber propina de uma empresa de geração de energia eólica, criou um grupo de proprietários de cavalos de corrida junto com o chefe da empresa.
Aparentemente, os promotores acreditam que o dinheiro que o presidente deu ao grupo era, na verdade, um suborno destinado ao legislador.
No sábado (5), os promotores fizeram buscas na sede da Japan Wind Development e na residência de seu presidente, Tsukawaki Masayuki.
O advogado de Tsukawaki explicou que seu cliente e Akimoto são colegas proprietários de cavalos puro-sangue. O consultor jurídico disse que os dois criaram o grupo em conjunto.
O advogado acrescentou que Tsukawaki forneceu cerca de 30 milhões de ienes, ou US$ 210.000, entre outubro de 2021 e junho deste ano, em resposta às solicitações de Akimoto. O consultor jurídico disse que Tsukawaki entregou dinheiro a Akimoto em espécie e transferiu fundos para a conta bancária do grupo. O advogado disse que Akimoto administrou a conta bancária e comprou cavalos de corrida por conta própria.
Akimoto fez perguntas durante as sessões do Diet sobre os projetos de parques eólicos offshore do governo, na época em que a empresa forneceu o dinheiro. Aparentemente, ele estava tentando ajudar a empresa a ganhar um contrato.
Os promotores estão analisando a possibilidade de que os fundos, fornecidos pelo presidente, constituam, na verdade, um suborno a Akimoto, que efetivamente dirigiu o grupo.
O advogado nega a alegação de que o dinheiro era um suborno. O consultor jurídico observou que Tsukawaki detém uma participação de 45% no grupo. Mas o advogado admitiu que Tsukawaki não é a pessoa listada como tendo estabelecido oficialmente o grupo.
Enquanto isso, a Japan Wind Development emitiu uma declaração no sábado. A empresa disse que não pode discutir o caso, pois as investigações estão em andamento. Acrescentou que cooperará totalmente com os investigadores, para que a questão possa ser resolvida.
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