A liderança de Hong Kong ameaçou proibir muitos produtos do mar provenientes do Japão se o país prosseguir com seu plano de liberar no oceano água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi, que está com paralisada.
A água usada para resfriar o combustível nuclear se mistura com a chuva e água subterrânea, e tem se acumulado na usina.
A água é tratada para remover a maioria das substâncias radioativas, mas ainda contém trítio.
O governo japonês planeja diluir a água tratada para cerca de um sétimo das diretrizes da Organização Mundial da Saúde para a qualidade da água potável, antes de liberá-la no mar.
O Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, disse a repórteres na terça-feira (11), que, se o plano for executado, ele proibirá a importação de produtos marinhos de muitas prefeituras japonesas.
Desde o acidente de 2011 na usina, o governo de Hong Kong tem exigido certificados de triagem de radiação emitidos por um órgão do governo japonês para produtos marinhos de Fukushima e de quatro prefeituras próximas – Ibaraki, Tochigi, Gunma e Chiba.
Lee disse que as restrições serão reforçadas e que ele ordenou que uma equipe de todo o governo analisasse os detalhes.
Hong Kong é um dos principais compradores de produtos agrícolas e marítimos japoneses.
No ano passado, as exportações para Hong Kong totalizaram mais de 1,4 bilhão de dólares, o segundo maior valor, atrás apenas da China.
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