De: Aquiles Para: Sandra Fidalgo e Swami Jr

Caríssimos Sandra e Swami, é um prazer vir até vocês para falar sobre Manhã Azul, álbum independente, recém-lançado com apoio do Proac-SP. Para gravá-lo, Sandra, você que é uma cantora e compositora portuguesa, residente no Brasil, se uniu ao violonista e compositor brasileiro Swami Jr.

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Caríssimos Sandra e Swami, é um prazer vir até vocês para falar sobre Manhã Azul, álbum independente, recém-lançado com apoio do Proac-SP. Para gravá-lo, Sandra, você que é uma cantora e compositora portuguesa, residente no Brasil, se uniu ao violonista e compositor brasileiro Swami Jr.

Todas as músicas são de sua autoria, exceto uma, “Manhã Azul”, em parceria com Swami – ele que tocou violão de 7 cordas e de aço, fez a produção musical e criou os arranjos para o trabalho, gravado, mixado e masterizado por Thiago Monteiro.

Pois essa música abre a tampa do CD: a intro vem com o violão de Swami, quando um som límpido antecede a sua entrada em cena, Sandra. E aí rola o primeiro impacto: sua voz suave, emitida com respiração adequada e carregada de significados, dá pinta para os que a escutam. Sua inflexão vocal traz à música algo que a torna singular. O simbolismo da letra possibilita que sua voz enterneça quem está ávido por se irmanar a tanta delicadeza. Swami, você brilha ao violão, que se revelará fundamental ao longo de todo o disco.

A seguir, “Para Além do Prazer”: Swami dedilha notas seguidas e harmoniosas. Sua voz, Sandra, afinada que só, retoma o encanto ouvido na faixa anterior. Com você em pleno ato de ser emponderada, a letra é precisa.  Seu violão, Swami, e a voz de Sandra se dão as mãos e aguçam o ouvinte enquanto juntos seguem a passos largos rumo ao prazer de nos levar além. Com a música abrindo portas sensoriais, enquanto Sandra dobra a própria voz em vocalises, a esperança reaparece.

“Traço Meu Destino”: você agrega interação à sua música, Sandra. Enquanto, Swami, num intermezzo digno de um grande violonista, demonstra sua capacidade de harmonizador refinado.

“Mundo Novo”: Sandra dobra a voz em terças, enquanto o violão a ampara com um desenho melódico que se repete. Em duo com Zeca Baleiro, que canta as notas graves com a precisão de um cantor popular que sabe o que faz, você, Sandra, e ele dão as cartas.

“Jardins Em Que Me Guardo”: o violão traz o fado. Sandra o recebe e logo se tornam íntimos. O acordeom de Toninho Ferragutti vem bonito. A voz de fadista de Sandra traz a ancestralidade em sua essência. Que bonito! O acordeom brilha ao improvisar e segue amparando a sua voz.

“Mais de Mim”: a essa altura, esbaldando em sorrisos e em certezas candentes, penso, esse CD é bão demais da conta! O violão segue na batida extraordinária que demonstra que tudo que vem a mais, vem bem — ainda mais quando tudo vem da voz e do violão que se dão incondicionalmente à música.

“Rumo”: certo de que o final está pedindo para entrar, o violão vem leve. Os versos vêm da garganta de Sandra com a convicção de conhecer o caminho que aponta à virtude plena de viver em torno da música, o que dá a certeza de que a vida é logo ali, basta rumar até lá e cantar e tocar.

Bem, Sandra e Swami, aqui eu me despeço carinhosamente,

Aquiles

Aquiles Rique Reis
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