De: Aquiles Para: Badi Assad

Olá, Badi, e aí, beleza? Venho por meio desta (vixe, que isso é antigo demais, gente!) falar sobre minhas emoções com Ilha, seu novo álbum independente.

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Olá, Badi, e aí, beleza? Venho por meio desta (vixe, que isso é antigo demais, gente!) falar sobre minhas emoções com Ilha, seu novo álbum independente.

Só agora, ao recebê-lo da Débora Venturini, foi que me dei conta de que você tá de boa pra comemorar 35 anos de carreira… antes de tudo, meus parabéns! Achei o máximo quando a imprensa norte-americana considerou você como “one woman band” (uma mulher banda).

Tudo por conta da sua capacidade de cantar, tocar violão e percussões em suas composições – e eu acrescento: não só por isso, mas também por juntar música erudita à música experimental e roquenrrol ao baião, com o seu violão… aliás, Badi, violão é coisa familiar, né? Mas vamos lá.

“Ilha das Flores” (sua e de Lívia Mattos): a delicadeza da voz engrandece a sutileza da melodia. Você canta de forma a fazer com que saquemos a criação em toda sua profundidade, sem tirar nem por. Seu violão soa bonito ao lado de sons sampleados por Marcio Arantes, ele que também muito bem produziu e fez todos os arranjos do disco. Insuflado pelos trombones e flautas de Gil Duarte, o som deságua num suingue ritmado, quando novos efeitos sonoros avivam a atmosfera do arranjo.

“Do Silêncio Veio o Som” (sua e de Chico César): o ritmo é puxado pela batera de Thomas Harres. O som eletrônico é pujante. Com a pegada pop, a guitarra de Marcio Arantes voa ao vento. Vocalises vêm com reverber. Com a voz dobrada em terças, você se junta ao coro. O baião vai na pisada.

“Fruto” (BA e Lucina): a afetuosa percussão de Thomas Harres engrandece a informalidade do arranjo. Baixo e guitarras de Gil Duarte pontuam. Brejeira, você se entende com o naipe de sopros de Marcio Arantes. O balanço contagia. “Palavra” (BA): a batera de Harres dá uma virada. Arritmo, o baixo marca o desenho. Seu violão, Badi, e o 7 cordas de Marcio Arantes, o acompanham. O som grave dos trombones encorpa os compassos. O suingue é poderoso. Você contraponteia com a própria voz.

“Ilha do Amar” (BA e Dani Black): você e Dani cantam em terças e o arraso é total. Black faz vocalises com Marcio Arantes e logo protagoniza a cena. O naipe de sopros pontua. O pop sampleado volta a brilhar. Você traz Dani pela mão e juntos fortalecem os versos. O suingue caribenho é de botar qualquer esqueleto pra bailar.

“Traga-me” (BA e Alzira E): batera e baixo trazem a pegada devagarinho. Sons vindos do clarone e dos clarinetes de Alê Ribeiro energizam o arranjo. A balada segue rumo à mudança de andamento… bela! A sensualidade aflora.
“Olhos D`Água” (BA e Lívia Mattos): o violão e uma percussão levinha acompanham o seu canto, Badi. Um acorde sampleado chama o som para um barato envolto em sons vocais, que seguem até entregar a bola para um breve improviso do seu violão.

“Eterno” (BA). O roquenrrol vem com guitarras e grita: mano, o trampo tá acabando!
Badi, receba o carinho e um cheiro desse seu admirador, Aquiles.

Aquiles Rique Reis
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