Japão hesitante em se retirar dos projetos de energia Sakhalin
A invasão russa fez com que grandes empresas de energia ocidentais suspendessem alguns projetos no país.
Mas as autoridades em Tóquio parecem hesitantes em permitir que as empresas japonesas sigam o exemplo quando se trata de desenvolvimentos no Extremo Oriente da Rússia.
As autoridades citam a necessidade do Japão, que importa quase todo o seu gás natural e petróleo bruto, de manter diversas fontes de energia.
Os setores público e privado japoneses têm participações nos projetos Sakhalin-1 e Sakhalin-2 na Rússia, juntamente com empresas americanas e européias.
A gigante petrolífera britânica Shell e a Exxon Mobil, dos EUA, anunciaram que se retirarão.
Mas o ministro da economia do Japão, Hagiuda Koichi, disse a um comitê da Câmara dos Deputados que uma retirada dos interesses japoneses ali seria inútil se não infligisse danos à Rússia.
Muitos oficiais do governo acreditam que o Japão precisa diminuir sua dependência do Oriente Médio como uma fonte de energia.
Mas alguns admitem que o país pode ser forçado a alterar suas políticas, dependendo de como o conflito se desenvolve e da opinião pública internacional.
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