Jornalista morta em Malta é lembrada
O sábado marcou quatro anos desde o assassinato de uma jornalista investigativa em Malta.
Daphne Caruana Galizia foi morta por um carro-bomba em 2017. Há 30 anos, a jornalista, de 53 anos, vinha reportando sobre questões como corrupção política. Ela escreveu sobre uma suposta má conduta financeira de um parente do ex-primeiro ministro maltês Joseph Muscat.
No julgamento do caso, no início deste ano, um homem que implantou a bomba foi considerado culpado e condenado à prisão. Mas o caso está longe de ter terminado. Ainda não se sabe quem ordenou o assassinato e para que fim.
No sábado (16), os moradores locais se reuniram no local do assassinato e bateram palmas para homenagear a jornalista falecida no exato momento em que o carro-bomba explodiu, há quatro anos.
Membros de uma organização internacional para proteger a liberdade de imprensa, o Comitê de Proteção aos Jornalistas, juntaram-se a manifestação memorial na capital, Valletta.
Um dos membros fez um discurso e pediu a proteção dos jornalistas que fazem reportagens críticas por serem importantes para a sociedade.
Uma mulher que compareceu a manifestação falou à NHK sobre o significado do Prêmio Nobel da Paz concedido este ano a dois jornalistas, das Filipinas e da Rússia.
Ela disse acreditar que os prêmios levariam a uma maior conscientização sobre a liberdade de imprensa.
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