Julie Wein, cantora e neurocientista vence o Festival de Música Rádio MEC

Julie Wein, cantora, compositora e neurocientista, foi a vencedora com 1.930 votos, do Festival de Música Rádio MEC 13ª edição, na categoria “Música Popular”, com a música de sua autoria “Trânsito de Marte”, sendo a mais votada pelo público. A votação que teve início no dia 25 de agosto, encerrou nesse sábado, dia 25 de setembro, data em que a Rádio MEC divulgou as músicas vencedoras.

Foram 1.371 músicas inscritas na categoria Música Popular, onde 100 foram classificadas para a semifinal e 12 chegaram à grande decisão, sendo seis por escolha do júri e seis pelo voto popular através de votação. A grande final apresentada por Tiago Alves e Bia Aparecida, foi transmitida diretamente do estúdio 2 da TV Brasil, no Rio de Janeiro. Vídeo acima.

Julie Wein lançou o seu primeiro álbum “Infinitos Encontros” nas plataformas digitais pela Biscoito Fino. O single fala de encontros e também é feito de encontros. Julie contou com a participação especial de Ed Motta e de músicos como Marcelo Caldi, Marco Lobo, Pedro Franco e Jorge Helder. A produção musical ficou sob a responsabilidade do violonista Victor Ribeiro.

Julie Wein compôs as músicas desse repertório entre março e setembro de 2018: “Cada qual traz uma história específica e uma inspiração diferente, que adoro contar nos shows. Considero todas filhas de um mesmo momento da minha vida, por isso resolvi juntá-las no álbum”, define.

“Infinitos Encontros” foi eleito entre os 10 melhores álbuns de 2020. Esteve entre os 50+50 melhores álbuns de 2020 na ponta da agulha. Julie Wein foi Finalista no Prêmio Profissionais da Música 2020, nas categorias: Melhor Cantora / Melhor Intérprete de MPB / Melhor Autora [Sudeste] / Melhor Livro Técnico Musical.

Doutora em Neurociências, pela UFRJ, Julie Wein tem experiência na área de Neuroimagem, com ênfase em Neurociência Computacional das Emoções e da Música. Desde 2015, concilia suas pesquisas com a carreira de cantora.  Foi agraciada com o título Grau de Dignidade Acadêmica Magna Cum Laude UFRJ. Recebeu a Menção Honrosa
SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento) em 2011. Foi contemplada com o prêmio de Melhor Trabalho CCS (Centro de Ciências da Saúde) Jornada Giulio Massarini UFRJ. Foi contemplada com o Melhor Trabalho Jornada Giulio Massarini UFRJ 2012. Recebeu o título de Bacharela em Grau de Bacharel UFRJ em 2016 e de Grau de Doutora UFRJ em 2019. Alcançou a Pontuação 114 no Toefl (pontuação máxima = 120).

Nascida em Curitiba, em um meio regado de estímulos artísticos – o pai violoncelista de orquestra (Romildo Weingartner) e a mãe coreógrafa (Rocio Infante) -, Julie canta desde pequena. “Fiz musicalização na primeira infância, integrei diversos corais e tive aulas de piano na infância e adolescência. O primeiro desejo que me lembro era de ser guitarrista de rock.

Todos os domingos eu assistia meu pai tocando no concerto da Sinfônica do Paraná, então a música clássica também teve um papel importante na minha educação musical. A grande maioria das pessoas que me rodeavam na infância/adolescência também eram artistas, entre parentes, agregados da família e amigos dos meus pais. O mundo artístico era basicamente o que eu conhecia como referência”, completa.

O início da carreira profissional como cantora solo foi em 2015, quando estreou nos palcos de música do Rio de Janeiro com um show no TribOz, acompanhada do violonista Pedro Franco.

Em tempos de quarentena e isolamento social, Julie ressalta que um dos poderes terapêuticos da música é nos transportar para um outros ambientes, sensação explicada cientificamente, já que a música é capaz de alterar a percepção do nosso cérebro sobre nossas emoções e a realidade.

Dentro do momento atual, após seguir as orientações de higienização, a boa dica de Julie é ouvir uma playlist, de preferência criada pela própria pessoa, com suas músicas favoritas, aquelas que normalmente evocam boas memórias ou simplesmente músicas que proporcionem um efeito relaxante. “Impactos observados em diversos estudos mostram que, além de propiciar hormônios do prazer, a música pode atuar de forma benéfica sobre a pressão sanguínea, batimento cardíaco e outros hormônios”, completa.

Sobre “Infinitos Encontros”, a curitibana conta que os músicos e convidados foram sendo escolhidos por ela e pelo músico e produtor Victor Ribeiro. “Foi um diálogo entre nós dois para escolher essa cartela dos músicos e eu fiquei muito feliz com o resultado. Tive a grande alegria de receber a participação do mestre Ed Motta, amigo e músico incrível, com um trabalho tão importante para nossa música”.

O talento musical de Julie Wein vem colhendo elogios de diferentes áreas do mundo artístico. Para o maestro e compositor Edino Krieger, “Julie Wein segue a melhor tradição da música romântica brasileira. Tenho a impressão de que estamos assistindo ao nascimento de uma nova Dolores Duran. Eu espero que em breve ela esteja representando o melhor de nossa música popular aqui e no mundo.”

“Escrevo sobre experiências pessoais, amores perdidos e achados, tristezas e alegrias, momentos dolorosos e engraçados. Eu vejo a música como um caminho para curar feridas e trazer paz aos nossos corações. Para confortar as pessoas e tornar o mundo um lugar melhor. Também me inspiro na minha conexão com a natureza, nos mistérios do universo e nas melodias e harmonias que ouvi desde a infância”, finaliza Julie, convidando a todos para um mergulho profundo em seus infinitos encontros.

Principais atuações de Julie Wein no Teatro e Teatro Musical:
​Dois Amores e Um Bicho (foto acima/2017-2020) – SESC Copacabana, Teatro Glauce Rocha e Festival Itaú Cultural Arte Como Respiro – atriz e musicista (piano e violoncelo);
Contra o Vento – um musical (2015-17) – CCBB RJ, Brasília e BH – cantora, atriz e instrumentista (piano, baixo e violoncelo);
Edypop (2014) – Teatro Sérgio Porto e Espaço Cultural Escola SESC – cantora, atriz e pianista substituta;
Brilho da Noite (2014-15) – SESC Copacabana e Teatro Café Pequeno  – cantora e tecladista;
A Lenda do Vale da Lua (2015-16) – (direção e dramaturgia de João das Neves, músicas de Chico César) – Oi Futuro Flamengo – atriz, cantora e instrumentista (acordeon e violoncelo).
Pai (2017) – (Texto: Adriana Falcão e Luiz Estellita Lins. Direção:  Cássia Villasbôas) – SESC Copacabana – preparação vocal “Help”.
Dez dias que abalaram o mundo (2017) – (Texto: John Reed. Direção: Luiz Fernando Lobo) – Companhia Ensaio Aberto (Armazém da Utopia) – preparadora vocal.
Ayrton Senna – o musical (2017) – (Texto: Claudio Lins e Cristiano Gualda. Direção: Renato Rocha) – Teatro Riachuelo – manutenção vocal.
Canto Cego (2019) – (musical. Direção: Luiz Fernando Lobo) – Companhia Ensaio Aberto (Armazém da Utopia) – preparadora vocal.

O disco físico pode ser adquirido pelo site:www.juliewein.com/online-store

Ouvir nas plataformas digitais:orcd.co/infinitosencontros 

Website:https://www.juliewein.com/

Da Redação by Cleo Oshiro

Cleo Oshiro
Últimos posts por Cleo Oshiro (exibir todos)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.