Líder militar de Myanmar defende o golpe
O comandante do exército de Myanmar defendeu o golpe contra o governo da líder de fato do país, Aung San Suu Kyi, alegando fraude nas eleições gerais do ano passado.
O general sênior, Min Aung Hlaing, fez os comentários em uma declaração transmitida na terça-feira (2), pela televisão estatal.
Ele alegou que os militares tinham que assumir o controle porque um novo governo estava prestes a ser formado.
Ele disse que houve irregularidades em mais de 10 milhões de votos nas eleições do outono, mas nenhuma investigação foi conduzida. A comissão eleitoral do país rejeitou as alegações de fraude eleitoral. A Liga Nacional para a Democracia, de Aung San Suu Kyi, obteve uma vitória esmagadora nessa votação.
A declaração foi a primeira feita pelo comandante do exército desde que Aung San Suu Kyi, o presidente Win Myint e membros superiores da NLD foram detidos na segunda-feira (1º).
O general disse numa reunião de altos funcionários militares que o país precisa avançar em direção a uma forma de democracia que se adapte à sua realidade.
Fontes do partido governante dizem que os militares ja liberaram algumas das pessoas que deteve, incluindo alguns ministros que se acredita terem sido demitidos no golpe. Diz-se que eles estão em perfeita saúde.
As fontes dizem que Aung San Suu Kyi ainda está sob prisão domiciliar em sua residência na capital Naypyitaw, e ela continua incapaz de se comunicar com o mundo exterior.
Em resposta ao golpe, os membros do Conselho de Segurança da ONU expressaram preocupação com a situação em uma reunião de emergência, on-line, nesta terça-feira (2). A Enviada Especial do Secretário-Geral em Myanmar, Christine Schraner Burgener, foi convidada.
O porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Stephane Dujarric, disse: “A Sra. Schraner Burgener afirmou que a emissão da Declaração de Emergência e a prisão da liderança civil são inconstitucionais e ilegais”.
A porta-voz citou Burgener como dizendo que ela estava chocada porque os líderes militares lhe disseram, na véspera do golpe, que continuariam as conversações com o governo e a comissão eleitoral.
A presidente do conselho disse que os membros do Conselho de Segurança estão, agora, tomando providências para emitir ou não uma declaração como resultado de suas discussões.
O Departamento de Estado americano reconheceu na terça-feira (2), que os militares tomaram o controle de Myanmar em um golpe de Estado, dizendo que irá rever sua ajuda econômica ao país, exceto no que diz respeito à assistência humanitária.
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