Milhares de pessoas protestam contra proposta de lei em Hong Kong
O Congresso Nacional Popular da China aprovará nesta quinta-feira (28), um plano para impor novas leis de segurança nacional em Hong Kong. O projeto desencadeou uma nova onda de protestos no território – e uma forte reprimenda dos Estados Unidos – lançando um ponto de interrogação sobre o futuro do centro financeiro global.
O anúncio da semana passada, da proposta de segurança, desencadeou as primeiras manifestações de independência em larga escala em Hong Kong desde a crise do coronavírus chinês.
O ativista pró-democracia Joshua Wong disse: “Agora é a hora de Pequim perceber que se eles esperam queimar ou até mesmo destruir a singularidade de Hong Kong, enfrentarão muitas reações, não apenas da comunidade local de Hong Kong, mas também da comunidade global”.
A polícia de Hong Kong prendeu mais de 300 pessoas e barricou ruas ao redor do Conselho Legislativo para manter os manifestantes afastados.
As autoridades chinesas dizem que Pequim tomará a liderança para estabelecer leis para salvaguardar a segurança de Hong Kong. Embora as especificidades do projeto de lei permaneçam pouco claras, pode ver agências de inteligência chinesas se instalando no território.
A lei teria como objetivo combater quaisquer atos que colocassem em risco a segurança nacional, desde o terrorismo até a secessão.
Isso levou a preocupação em Hong Kong de que a autonomia do território pudesse ser minada.
O princípio “um país, dois sistemas” foi um elemento chave na entrega de Hong Kong da Grã-Bretanha, em 1997.
Na quarta-feira (27), o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse em uma declaração que “nenhuma pessoa razoável pode afirmar que Hong Kong mantém um alto grau de autonomia em relação à China, dados os fatos na região”.
Os EUA dão tratamento preferencial ao território em matéria de tarifas e emissão de vistos.
Pompeo disse que Hong Kong não garante mais esse tratamento especial.
Cabe agora ao presidente decidir acabar ou suspender alguns ou todos esses benefícios.
O presidente Donald Trump disse, anteriormente, que está se preparando para responder ao plano de Pequim no final desta semana.
O principal diplomata americano para o Leste Asiático disse, na quarta-feira (27), que vistos e sanções econômicas são opções possíveis para Trump.
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