Coronavírus espalha racismo anti-asiático
À medida que o novo surto de coronavírus se espalha pelo mundo, ele está fomentando o racismo anti-asiático, a xenofobia e até mesmo crimes de ódio.
Discriminação é relatada online
Os sentimentos anti-asiáticos começaram a aparecer nas redes sociais logo após a confirmação do surto do novo coronavírus chinês.
Um homem, que vive no estado de Washington, cuja esposa é asiática-americana, disse que uma senhora que distribuía amostras de comida numa loja tentou expulsar seu filho de 8 anos, porque ele pode ser “da China”.
Um vídeo postado online mostra um homem gritando “Mova-se!” com um passageiro de aparência asiática antes de expulsa-lo do metrô de Nova York.
Também em Nova Iorque, uma senhora asiática foi esmurrada porque não usava máscara facial.
Afetando os negócios na comunidade asiático-americana
Não é de surpreender que o racismo anti-asiático esteja prejudicando os negócios geridos por asiáticos-americanos nos EUA. E em nenhum outro lugar o impacto é mais sentido do que na Califórnia, lar da maior população asiática-americana do país.

A Koreatown, em Los Angeles, está normalmente ocupada com moradores e turistas, no início de março, quando os líderes estaduais declararam o estado de emergência, a situação era tranquila.
Os empresários dizem que os lucros estão despencando. O dono de um restaurante de comida popular coreana, diz que hoje em dia está com metade de ocupação, e que não quer mais aparecer na cobertura jornalística porque teme que isso reforce os estereótipos negativos.
Kim Ji Young, dona de um salão de cabeleireiro, disse que muitos clientes têm cancelado as suas reservas. Ela disse que o negócio tem estado muito tranqüilo e que ela está começando a se preocupar com dinheiro. Kim disse que não tem visto nada assim nos 18 anos em que está em funcionamento.

Protesto em massa
As preocupações com os anti-asiáticos atingiram um patamar de febre. Em 29 de fevereiro, centenas de chineses-americanos marcharam pela Chinatown de São Francisco carregando bandeiras dizendo “Combata o vírus, não o povo!”
Vincent Pan, diretor co-executivo do grupo chinês de defesa da Ação Afirmativa, disse a uma estação de TV local que os manifestantes estavam lutando contra dois vírus: o coronavírus e o fanatismo.
O Conselho Nacional de Asiáticos Americanos do Pacífico e outras organizações de direitos civis escreveram aos líderes do Congresso, instando-os a denunciar os ataques racistas e a discriminação.
A carta diz: “Temos testemunhado, com crescente alarme, incidentes em todo o país visando a comunidade asiático-americana em relação ao COVID-19 … As empresas asiático-americanas estão observando um declínio significativo de clientes, enquanto o medo de uma epidemia viral se espalha globalmente.”
E conclui: “Precisamos de uma liderança baseada na verdade e empenhada em enfrentar diretamente o racismo e a xenofobia.”
Alarme de funcionários do governo e políticos
O Departamento de Educação dos EUA está apelando para que escolas e educadores abordem a discriminação depois de notar um aumento nas notícias sobre assédio a estudantes asiáticos-americanos, emitindo uma declaração dizendo que eles devem tomar especial cuidado para garantir que todos os estudantes possam participar de um ambiente saudável, seguro e livre de discriminações.
A senadora Dianne Feinstein emitiu uma declaração dizendo: “Pessoas de todas as idades e etnias são susceptíveis a esta doença. A intolerância para com qualquer grupo por um vírus com o qual não têm nada a ver não faz sentido”.
Quando o caminho para conter o novo coronavírus não é claro, é natural que as pessoas se sintam assustadas. Mas devemos sempre lembrar a natureza do problema e combater o vírus, não as pessoas.
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