Silêncio e segurança rigorosa em Pequim no aniversário do massacre de Tiananmen

As autoridades chinesas impuseram uma forte segurança na Praça da Paz Celestial (Tiananmen) e arredores, em Pequim, por ocasião do 30º aniversário do massacre contra ativistas pró-democracia.

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Image © (Praça da Paz Celestial (Tiananmen) no aniversário de 30 anos do massacre contra estudantes e civis pelo exército chinês / Reprodução / Times of India) Jun/2019

Silêncio e segurança rigorosa em Pequim no aniversário do massacre de Tiananmen

As autoridades chinesas impuseram uma forte segurança na Praça da Paz Celestial (Tiananmen) e arredores, em Pequim, por ocasião do 30º aniversário do massacre contra ativistas pró-democracia.

Nesta terça-feira (4), a Praça Tiananmen estava lotada de turistas, mas muitos policiais e veículos foram colocados dentro e ao redor, aparentemente, para se proteger contra qualquer tentativa de lamentar as vítimas ou protestar.

Informações sobre o massacre da Praça Tiananmen são muito restritas na China. O serviço de World Premium da TV NHK foi retirado do ar na China continental na manhã de terça-feira, quando começou a relatar o massacre de 1989.

A transmissão do World Premium ficou inacessível por oito minutos, indicando que o governo chinês continua receoso com as reportagens da mídia estrangeira sobre o incidente.

Em 4 de junho de 1989, militares chineses abriram fogo sobre multidões de estudantes e manifestantes civis que estavam se reunindo na Praça Tiananmen, pedindo reformas democráticas.

O governo chinês estimou em 319 mortes, mas os críticos dizem que o número foi muito maior.

Parentes das vítimas continuaram a exigir que o governo esclarecesse o que aconteceu e punisse os responsáveis.

O governo chinês chama o massacre de “distúrbio causado por alguns estudantes e cidadãos”, e defende a repressão militar conforme apropriado.

A China tem intensificado seus esforços para justificar e solidificar o regime comunista de partido único, sob a liderança do Presidente Xi Jinping, as autoridades reprimiram os apelos à democracia e as críticas ao governo, reforçando a censura na Internet e as restrições à liberdade de expressão.

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