Comemorado neste sábado aniversário do Grupo Caminhando.
O grupo de ensino de língua japonesa Caminhando, comemorou neste sábado (9) o aniversário de 2 anos da classe da cidade de Konan e ano da classe da cidade de Omihachiman, em Shiga-Ken.
Abaixo depoimento dos responsáveis pelo projeto:
Sr. Shigeyoshi Kise – Faz 2 anos que começamos o “Caminhando”. Esta atividade iniciou por ter pessoas com o desejo de estudar. Há 2 anos, quando a Sra. Imai, que nasceu e foi criada no Brasil, e a Sra. Yano, que é nikkei brasileira, vieram até mim, na época, trabalhando no Centro de Direitos Humanos da região de Koka e Konan, consultando sobre a possibilidade de estabelecermos uma escola ginasial noturna (yakan chugakko), para que elas também pudessem ter a educação em japonês. E respondi que isso não se concretiza rapidamente mas, que nós mesmos podíamos fazer um grupo de estudos, começando assim nossas atividades. Agora, em torno de 20 pessoas estudam duas vezes por semana; uma vez com a Sra. Chieko Okumura, que é professora certificada de japonês, e outra com o Sr. Tsutomo Yamamura, ex-professor de colégio (koukou), lendo um jornal voltado a alunos do ensino primário (shogakusei shimbun), e discutindo a respeito.
Temos pessoas que vêm depois do trabalho, estudantes, e também em família, podendo ver cenas afetuosas como filhos ensinando aos pais. Recentemente começamos também uma turma de nível básico. Em nossa aula, não há um conteúdo definido a ser ensinado, só nós ajudamos em tudo aquilo que as pessoas dizem querer aprender. Tem muita gente que apesar de ter o conhecimento não consegue se expressar bem. Quando a pessoa fala de forma polida demais ou a nuance das palavras esteja um pouco divergente, nós a avisamos dizendo “Olha, não se usa essa expressão, viu!”. Mesmo morando no Japão, muitos por trabalharem todos os dias, não têm oportunidades para conversar com os os japoneses. É por isso que desejamos que aqui seja um lugar de interação onde eles possas aprender num ambiente natural, o japonês habitual.
Sra. Makiko Imai – Desde pequena, no cotidiano, a minha família conversava em japonês. Com isso, quando cheguei ao Japão não tive problemas na conversação diária. Mas, vivenciando aqui, fui sentido a falta de vocabulários, dificuldades de expressar o que pensava, e uma diferença de nuance no sentido das palavras que me levaram sempre a procurar por oportunidades de aprender japonês.
Atualmente, muitos estrangeiros residem no Japão. Numa vida ocupada, muitos tendem a apensar que se o “agora” está bom, tudo bem. Mas o que será que estão pensando a respeito do futuro de si e das suas famílias?
Ao residir aqui por longo tempo, será preciso superar a barreira do idioma para se tornarem capazes de lidar com problemas variados. Por exemplo, quando os seus próprios filhos formarem famílias com japoneses, como é que se relacionarão com eles, sem intérpretes? Torna-se necessário o nível de japonês para entenderem e utilizarem as informações para o cotidiano e, ainda mais a cultura japonesa. Seria bom conseguir estudar esse tipo de conhecimento que é básico para os japoneses na escola, mas a situação é difícil devido ao limite de idade. Foi aí que pensei que seria bom termos escolas ginasiais noturnas em Shiga, que serão os lugares para preencher essa falta de estudo. Pelos encontros com a Sra. Yano e vários colegas, assim como com o professor Kise, nasceu o “Caminhando” como sendo uma oportunidade esperançosa de estudos. Pois, eu também, no futuro, quero ser uma vovó que consegue falar direitinho em japonês com os netos.
Sra. Walkiria Yano – Faz 20 anos que vim para o Japão, mas, por todo esse tempo, nunca tive interesse em aprender o japonês e finalmente comecei a estudar há 4 anos, por ter me machucado e não conseguir trabalhar. Ao começar o estudo era divertido e, cada vez mais passei a conseguir me comunicar. E agora trabalho como intérprete. Uma coisa que me preocupa é que muitos jovens se formam em escolas japonesas sem estudar o suficiente, com um domínio incompleto tanto das suas línguas maternas quanto do japonês, se tornando adultos sem assimilarem conhecimentos suficientes. Não tenho dúvidas de que quando se inserirem n a sociedade haverá um momento em que vão querer reestudar. Por isso acho que é necessário criarmos um lugar para onde eles possam voltar sempre que quiserem e consigam estudar.
Sr. Robson Oshio – Já passaram 25 anos desde que vim com 16 anos para o Japão junto da minha família. Achava o japonês difícil e tinha desistido, mas ouvi dizer que aqui poderia aprender sem preocupação, e resolvi participar. Como eu, acho que tem muitos que querem falar o japonês mas acabam criando barreiras por pensar que é difícil. Na sala de aula temos professores gentis e colegas, e aprendendo aos pouquinhos as palavras nos tornamos capazes de falar naturalmente. Conseguindo comunicar-me um pouco mais, os colegas japoneses do trabalho também ficaram felizes e passaram a conversar muitas coisas comigo. Quero aprender ainda mais com eles sobre como foi o meu dia e compartilhar meus sentimentos. Por isso gostaria que aumentassem lugares para aprender como o “Caminhando”.
Fonte: Informativo Mimitaro, nº 124
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