
Japão e União Europeia procuram por “clareza” sobre aumento tarifário dos EUA.
Representantes do Japão e da União Europeia tiveram reuniões, neste sábado (10), com os Estados Unidos sobre a guerra tarifária promovida por Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos assinou decreto, nesta quinta-feira (8), para aumentar os tributos do aço importado em 25% e do alumínio em 10%.
A medida provocou críticas internacionais e despertou o temor de uma guerra comercial.
Até mesmo representantes do próprio Partido Republicano de Trump são contrários ao aumento tributário e o principal assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohn, renunciou ao cargo.
A União Europeia preparou uma lista de produtos dos Estados Unidos que podem ser alvos de retaliação caso suas exportações sejam atingidas. Bruxelas, todavia, tem esperanças de entrar na lista de Canadá e México e também receber isenção das novas taxas.
O Japão afirmou que as medidas terão um “grave impacto” na economia global.
A comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstrom, e o ministro da Economia do Japão, Hiroshige Seko, reuniram-se em Bruxelas para conversas preliminares antes de receber o representante comercial dos Estados Unidos Robert Lighthizer — um adepto da diretriz “América primeiro”.
Inicialmente, o encontro tinha como objetivo discutir o excesso de fornecimento de aço da China, mas após o anúncio de Trump, a reunião tornou-se um gabinete de crise.
“Estamos procurando um pouco mais de clareza sobre o processo do que acontece nos EUA”, afirmou um oficial da União Europeia em condição de anonimato à agência AFP.
“Há poucas expectativas de qualquer solução hoje, mas talvez possamos ter uma ideia de como podemos chegar a uma”, acrescentou a fonte.
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