Estação espacial chinesa já está em queda e deve reentrar na atmosfera dia 1

A estação espacial chinesa Tiangong-1 já está em queda, sem controle, mas o local onde vai cair ainda é uma incógnita.

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Image © (Órbita da Tiangong-1 cerca das 15.30 horas de quinta-feira, 29 de março de 2018 / via DR AEROSPACE) Estação espacial chinesa já está em queda e deve reentrar na atmosfera dia 1 - Mar/2018

Estação espacial chinesa já está em queda e deve reentrar na atmosfera dia 1.

A estação espacial chinesa Tiangong-1 já está em queda, sem controle, mas o local onde vai cair ainda é uma incógnita.

Já está em contagem regressiva a reentrada, na atmosfera, da estação espacial chinesa Tiangong-1, agora prevista para domingo, 1 de abril, às 12h30 horas UTC, 21h30 horário do Japão, segundo a mais recente previsão do Centro de Estudos para Detritos em órbita (CORDS, em inglês), divulgada nesta quinta-feira (29).

Esta previsão tem uma margem de mais ou menos 16 horas, ou seja, pode ocorrer entre a noite de sábado e a madrugada de segunda-feira.

A Estação Espacial Europeia (ESA) está acompanhando a descida, em conjunto com o CORDS e outras 11 agências e organizações, tendo divulgado as primeiras imagens da estação espacial já em trajetória descendente, captadas pelo instituto alemão Fraunhofer FHR.

A Tiangong-1 (nome que em português significa “Palácio Celestial”) foi detectada na semana passada a 270 quilômetros de altitude e está atualmente a 200 quilômetros, numa descida acelerada de 28 mil quilômetros por hora. Mas a zona de impacto continua a ser uma incógnita.

Esta estação espacial foi lançada em 2011 pela China devido ao desejo de se tornar uma superpotência na exploração espacial, à semelhança dos Estados Unidos e da Rússia. A estrutura tem cerca de 10 metros de comprimento, 3 metros de largura e 8,5 toneladas no lançamento (devido ao gasto de combustível, o peso atual é menor). Parte deverá desintegrar-se quando entrar na atmosfera terrestre, o resto irá cair em algum lugar entre as latitudes de 43º norte e 43º sul, uma faixa muito extensa que inclui países como Portugal e Espanha. Nesta área vivem 5,2 mil milhões de pessoas, apesar de a maior parte ser oceano.

Os destroços deverão espalhar-se ao longo de milhares de quilômetros. No entanto, o CORDS salienta que a hipótese de uma pessoa ser atingida por destroços da Tiangong-1 é um milhão de vezes menor do que acertar na loteria, não havendo registos de que alguém, alguma vez, tenha sido ferido por destroços espaciais.

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