Washi Saah: A arte da Bossa Nova e o Samba encanta o Japão com “Samba no Oriente”.

Washi Saah é cantor, compositor e músico brasileiro natural de São Paulo – Capital, vivendo atualmente no Japão. Washi que viveu durante anos nos EUA, optou por fixar residencia no Japão, onde conheceu a empresária japonesa Aya com quem se casou. O cantor gravou em 2017 o disco “Samba no Oriente” com assessoria do seu produtor brasileiro Guilherme (Gui Artístico).Washi Saah, o que fazia antes de ingressar na carreira artística?
No Brasil trabalhei como office boy em uma agencia de Turismo que se chamava Passatours em São Paulo, depois fui trabalhar no Banco Crefisul de Investimentos, e também no jornal Folha de São Paulo.

Quando decidiu que a música era o seu caminho?
O interesse pela música veio aos 16 anos, quando ganhei da mamãe, um violão estudante marca Di Giorgio. Gostava de Bossa Nova e era fã de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, etc … Comecei estudar violão clássico, com meu amigo Silvio Luis, depois, Salvador Viola, Celso Machado, e por fim o grande Oscar Guerra. Aprendi aos poucos a tocar Bossa Nova, passando pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul.

Mas foi ai que despertou o interesse pela música?
Eu já cantava desde os dez anos de idade quando morava com uma tia e frequentava uma igreja evangélica no Itaim Paulista (SP). Na época tocava percussão (caixa) na banda com um ritmo tão certinho que agradou os ouvidos do maestro “Irmão Toninho”. Nos domingos no culto ao ar livre, os meninos da vizinhança iam na praça para me ver tocar caixa na bandinha da igreja. Com aquela idade já me sentia até um pouco importante.

Quando fez sua primeira apresentação solo?
A primeira vez que toquei ao vivo, eu tinha uns 20 anos de idade, foi numa festa de músicos na Boate Carinhoso em São Paulo. Fui levado pelo meu professor de violão que me apresentou para os colegas de profissão.

Mas já se apresentava profissionalmente?
Profissionalmente comecei aos 21 anos tocando nas boates paulistanas com os grandes nomes da noite na época, como José Domingos, Geraldo Cunha, Filó, Adauto Santos, Celso Machado, Celso Miguel e Clóvis Albuquerque e outros. Nessa época tinha uma carreira supostamente promissora na Folha de São Paulo, e estudava na Fundação das Artes de São Caetano do Sul – SP, mas a música estava no sangue e resolvi largar tudo para abraçar a carreira de músico. A boate “Casa Amarela” foi o primeiro lugar que toquei e a última foi a boate III Whisky no bairro do Bexiga antes de emigrar para os EUA em 1985.

Chegou a se apresentar na TV?
Toquei algumas vezes no Som Brasil (Lima Duarte/Rolando Boldrin) acompanhando Adauto Santos, e também na Bandeirantes no programa Empório Brasileiro, apresentado por Rolando Boldrin.

Você chegou a viver no exterior um tempo. Como foi essa fase da sua vida?
Em 1985 fui para os Estados Unidos com ajuda de um amigo na California para trabalhar como caseiro na Mansão de Robert Wagner (Casal 20) e Jill Saint John (Os diamantes são eternos – 007) na cidade de Aspen, no estado de Colorado. Aspen, a cidade dos milionários e famosos. Cantava nos Bares no Inverno e no Verão. Primavera e Outono a cidade “descansava”. Em Aspen fiz vários shows para políticos, atores e gente importante como Hugh Hefner, o dono da Revista Playboy.

Então começou a investir na carreira internacional?
No início do verão no meu primeiro ano de USA especificamente em Aspen, conhecí Sharon Isbin, Violonista Concertista que, pasmem!!! era amiga de Henrique Pinto, um dos meus professores na Fundação das Artes de São Caetano. Ela gostou da minha “pegada” no violão e me convidou para assistir o seu trabalho “Master Class” para jovens violonistas de vários países. Eram mais ou menos uns dez estudantes. Foram duas semanas com muita música, festinhas, e muito violão. Assim, logo fiquei conhecido, apesar de recém chegado na cidade, como o violonista amigo da Sharon Isbin. Construir uma carreira internacional foi meu verdadeiro objetivo quando fui para o Exterior.

Mas então a carreira no exterior estava rendendo frutos?
Minha carreira musical no USA foi muito boa, formei uma banda denominada “Tropical Breeze” nos anos 90, gravei dois CD’s, entitulados, o primeiro, “Tropical Breeze” e o segundo, “In a Brazilian Mood”, este último com a participação de grandes músicos brasileiros, radicados em New York e Califórnia, que foram: Airto, Aloisio Aguiar, Octavio Bailly, Claudio Slon.

Chegou a se apresentar em festivais?
Participamos de grandes Festivais de Jazz, tais como: Telluride Jazz Festival, Jazz Festival in Durango, and Winter Park Jazz Fest, entre outros e numerosas apresentações. Fui entrevistado em Los Angeles por Sergio Mielniczenko, no Programa de Radio patrocinado pelo Ministry of Foreign Affairs of Brazil, que se chama “The Brazilian Hour”.

Então a carreira musical no exterior estava indo de vento em popa?
Não foi bem assim. Um dia nossa empresária se mudou para Seattle e ficamos sozinhos na região de Denver – Colorado, um estado direcionado quase que exclusivamente para a musica country, terminando assim a banda, por que tudo tem começo, meio e fim.

E o que aconteceu depois?
Depois que a Banda acabou, cantei por alguns anos em bares e restaurantes, formei duas Duplas, depois um Trio, e foi assim até quando conheci o violonista Yamandu Costa em Boulder onde ele estava fazendo um Concerto. Eu já sabia que ele era amigo do Celso Machado um professor que também me ensinou vários truques no violão. Por isso foi fácil fazer amizade e conversando, ele me disse para tentar uma chance no Japão, ao saber que eu estava pensando em conhecer a Ásia.

Foi ai que decidiu tentar a carreira no Japão?
Recebi um convite para vir ao Japão observar o show business deste país. Conheci Aya, minha empresária através de um amigo em comum. Foi ela quem me trouxe a este país. Agora onde moro em Osaka, cantei na região de Nipponbashi, e em Kashiwara.

Para terminar, quais as suas prioridades no momento?
Estou buscando promover meu novo disco com seis composições inéditas de minha autoria, que está sendo conhecido no Brasil e em vários países da Europa, como Irlanda, Portugal, Espanha, Itália, Alemanha. Tenho realizado shows pelo Japão, seja na comunidade brasileira ou para o público japonês. Os japoneses são grandes admiradores da música brasileira.

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Radio Shiga by Cleo Oshiro

Cleo Oshiro
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