
O que a China pode fazer se Pyongyang atacar?
Segundo os analistas, proteger os lançadores de mísseis e armas químicas e biológicas da Coreia do Norte pode ser a maior prioridade para a China, no caso de uma grande crise em torno do seu vizinho comunista, informa o NZ Herald.
Apesar do silêncio oficial da China, o seu Exército de Libertação Popular parece ter uma “vasta gama” de planos de contingência que contém opções militares, acredita o analista militar Dean Cheng, citado pelo NZ Herald.
O que é menos claro é se, e em que condições vai a China utilizar tropas como uma força de ocupação, no caso de colapso do regime de Kim Jong-un, afirmou o analista.
“Podemos supor que eles [China] podem [introduzir forças], mas, como é observado, aqueles que não sabem não falam e aqueles que falam provavelmente não sabem”, adiantou Dean Cheng.
Enquanto as tensões entre os EUA e a Coreia do Norte aumentam e as relações entre Pequim e Pyongyang ficam ao nível, historicamente, mais baixo, surgem questões sobre como a China pode responder em caso de colapso do regime norte-coreano.
“Cada parte [China e EUA] possui seus próprios planos para caso de emergência, mas se eles agirem sem comunicação uns com os outros, isso levanta a possibilidade de erros e conflitos militares desnecessários”, afirmou Jia Qingguo, diretor da Escola de Estudos Internacionais da Universidade de Pequim.
A China também vai precisar de coordenação para lidar com o fluxo de civis, especialmente de coordenação com as agências internacionais que têm experiência em lidar com tais crises.
“Militares chineses fizeram todas as preparações necessárias para garantir a soberania e segurança nacionais, bem como a paz e a estabilidade regional”, declarou o porta-voz do Ministério da Defesa da China, coronel Wu Qian.
Enquanto os responsáveis oficiais chineses continuam afirmando que Pequim não permitirá que “caos e guerra” se iniciem à sua porta, a mídia oficial alertou que a China pode não responder se Coreia do Norte realizar um ataque não provocado contra EUA ou seus aliados e sofrer uma retaliação, informa Dean Cheng.
Com 85% das instalações nucleares norte-coreanas localizadas em uma distância de até 100 km da fronteira com a China, as forças especiais do exército chinês podem garantir a segurança destas instalações sem entrar em conflito com as forças ocupantes da Coreia do Sul e dos EUA, apontou a professora da Universidade de Georgetown Oriana Skylar Mastro.
Exército chinês pode também atravessar a fronteira para realizar as missões necessárias para controlar o fluxo de refugiados, acrescentou ela.
No cenário de longo prazo, a China gostaria de ver um governo amigável em Pyongyang para aliviar as preocupações com a segurança relativas a uma Coreia unida sob proteção dos EUA e da Coreia do Sul, contra quem a China lutou durante a Guerra da Coreia em 1950-53. A China está repetidamente criticando as alianças militares norte-americanas na Ásia, as considerando como parte da campanha para conter a China.
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