Lica Cecato: Cantora e Autora do livro “Mais Outra” chega ao Japão.
Lica Cecato, Cantora, Compositora, Violonista, Escritora e Artista Plástica brasileira, é uma artista multimídia que trafega com igual desenvoltura pelas áreas das artes visuais, da música, da poesia e do movimento corporal. Filha e neta de músicos imigrantes italianos, o pai era saxofonista da Orquestra de Simonetti e o avô era maestro, Lica é mais conhecida no Japão do que no Brasil. A cantora que vive na Europa, chegou ao Japão no dia 29 de setembro, e ficará no arquipélago até o dia 19 de novembro.
Como autora lançou no final de 2014, no restaurante Sakagura A1 do renomado Chef Shin Koike. Em 2016, já com tradução e edição em japonês, foi primeiramente lançado no Japão, na Embaixada Brasileira em Tóquio. Com o design da capa, do renomado artista plástico brasileiro Flávio Morais, que vive em Barcelona, sendo contemplado com inúmeros prêmios, além de ser amigo de Lica Cecato desde a adolescência, é um artista muito querido no Japão. Os textos das orelhas de “Mais Outra” são de Jo Takahashi e do jornalista Márcio Gaspar. Na contracapa, tem o diplomata Ministro Marco Antonio Nakata e Jin Nakahara, criador do “Saúde e Saudade”, famoso programa da rádio NHK. O retrato de Lica é do fotógrafo Bob Wolfenson. Lica é autora do livro desenhos à nanquim “Artista Famosa”, ambos pela Giostri Editora.
Em 1978, quando Lica mudou-se para Roma e usando o nome artístico de Lua Branca, sua primeira apresentação (voz e violão) aconteceu na praça Campo di Fiori, em Roma. Lica usou esse nome até 1986. Em 1981, atuou no Sedano Allegro, em Treviso, abrindo shows para grandes artistas, como Sun Ra, Paul Bley e o Art Ensemble of Chicago. Nessa época, tocou em piano-bares e formou uma banda de jazz. No ano seguinte, fez o primeiro show de jazz, no clube Blue Moon, ao lado dos Irmãos Tonolo.
Trabalhou como diretora de cruzeiro do navio Oriente Express em 1984, fazendo viagens entre Veneza, Grécia e Turquia. Nesse mesmo ano, partiu em turnê de cinco meses, como cantora, no navio Achille Lauro. O navio ficou ancorado durante um mês, para a America’s Cup Louis Vuitton, em Western, na Australia, onde foi convidada pela cantora de jazz Helen Matthews para se apresentar nos clubes de Perth e Fremantle. No ano de 1985, ganhou uma bolsa de estudos para cursar a Berklee School of Music de Boston, acompanhada do prêmio Sara Vaughan.
Lica mudou-se para Colônia, na Alemanha em 1990, e seu primeiro show de estreia no país foi em duo com o guitarrista Paul Shigihara. Viajou pela Europa com a Lica Cecato & Band, com variadas formações, convidando renomados instrumentistas, como Paul Shigihara, Michael Heupel, Martin Wind, Claudio Puntin, Hubert Nuss, Charlie Mariano, Mario Andragona, Luizão Paiva, Carlo Morena, Michele Stillo, Martin Wind, Mark Walker, Stefano Scutari, Marco Ponchirolli, Paulo Bellinati, Massimo Manzi, Jeff Hamilton, John Golsby e Martin Gjakonowski, entre outros.
Em 1992, lançou seu primeiro disco “Our Favorite Songs”, em duo com Stefano Scutari. No ano de 1993, Lica teve aulas de técnica vocal com Eva Plüer, na Alemanha.
Participou, em 1994, do CD “Music of the World”, comemorativo ao 50º aniversário das Nações Unidas, com duas canções. Na Alemanha, integrou o elenco da peça “Rocky Horror Show”, com direção de Wally Bockmeyer, em cartaz durante 10 meses no Kaiserhof Theatre.
No ano seguinte, apresentou-se no Stadtgarten, em Colônia. Realizou ainda a produção musical “Blue Tom”, em homenagem a Tom Jobim, na Deutsche Welle, com Peter Weniger, Hubert Nuss, Hans Braber, Martin Wind.
Entre 1996 e 1998, apresentou-se em diversos espaços, como Schmuck-Kästchen, Chin’s, Jazz Brunch Oberhausen, e nos festivais Düsseldorf-Brussels Jazz Rally e Kultursommer Nordhessen, na Alemanha.
Em 1999, atuou, em Portugal, no IV Ciclo de Jazz da Guarda, com Carlo Morenae Quarteto, e também nos festivais de Cascais e de Coimbra, no Teatro Acadêmico Gil Vicente e no Acert Tondella. Fez show solo no Porto, no espaço Anik-Bobó. Atuou no Festival de Jazz de Pescara, na Itália. Participou, como artista convidada, do CD “Voices”, produzido em comemoração dos dez anos do clube de jazz Statgarden de Colônia, como artista convidada.
Em 2000, iniciou aulas de técnica vocal com Márcia Taborda no Brasil e seu primeiro show solo no Brasil, aconteceu no Mistura Fina (RJ), registrando o lançamento de seu segundo CD, “Pele”, gravado na Alemanha. O espetáculo contou com a participação de Celso Pixinga, José Lourenço, Ale Cecato, Renato Massa e Jesse Sadoc. Nesse mesmo ano, apresentou-se no Stadtgarten, em Colônia, com a Lica Cecato & Band. O show teve a presença de Charlie Mariano, Paul Shigihara, Carlo Morena, Dave King e Bert Smag.
Lançou seu terceiro disco “Constelário”, em 2001, com apresentações no Museu do Açude e no Mistura Fina (RJ) e também no Teatro Crowne Plaza e na Fnac (SP). Fez ainda shows nas casas Bastidores e Hipódromo Up (RJ). Ao lado da compositora eletroacústica Vania Dantas Leite, da escultora Iole de Freitas e da bailarina e coreógrafa Gisela Maria Moreau, apresentou, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o espetáculo multimídia “Caleidocosmos”, que uniu expressão corporal, grafismos visuais, música de vanguarda e poesia concreta.
Nesse evento, interpretou poemas de Augusto e Haroldo de Campos relacionados à arte contemporânea. Fez shows solo no Apricot Hall e no Kamata, em Tokyo, e no Blue Club, em Minami-Aoyama. Apresentou-se em duo com o violonista Romero Lubambo em Hamburgo-Marken Huus-Bendestorf, Colônia-Stadtgarten, na Alemanha, e também no Lisboa- Hot Clube, em Portugal, no Unchal- Vespas, em Madeira, e no Centro Cultural de Belém.
Em 2002, lançou, no Japão, o CD “Balan-Balancing New Bossa”. Apresentou-se, em São Paulo, junto à Fundação Japão, no “Tokyo Concert in Sampa”, e também no Café Piu Piu e no Supremo Musical. Fez shows nos espaços cariocas Rio Scenarium, Espaço Cultural Sergio Porto e Bastidores. Participou, em Florianópolis, do Festival Summer Itapema, no Latitude 27. Ainda nesse ano, fez nova apresentação no Stadtgarten, em Colônia, e teve seu CD “Constelário” indicado para o Grammy Latino, na categoria MPB.
No ano de 2003, lançou com Romero Lubambo, o CD “Lica Cecato & Romero Lubambo, Live in Europe”. Atuou na Daros Latin America, em Zurique, com a participação do flautista Michael Heupel, o guitarrista Paul Shigihara e o baterista Mark Walker. Apresentou-se no Brunch Cultural do Museu do Açude e na Modern Sound (RJ), com a participação do DJ Dodô, e também na Fnac e no Mistura Fina (RJ), no Brasil, e no Stadtgarten, em Colônia. Participou, no Teatro da PUC, em São Paulo, do evento “Galáxia Haroldo” (TV Cultura), uma homenagem a Haroldo de Campos.
Lica se apresenta no Sesc (SP) e no Centro Cultural da Justiça Federal (RJ), com a participação de Blas Rivera em 2004. Participou do Writer’s Festival, em Darebin, Melbourne, Austrália, com o projeto de poesia “Project Z”, realizado em vários idiomas. Lançou no Japão o CD “Pimenta rosa”, contendo suas canções “Chuva tropical”, “Estrela de papel”, “Íntima”, “Via da ilusão” e “Pr’arrasar”, todas com José Lourenço, “Filme”, “Há mais de uma semana”, “Bem demais” e “Quero ar”, todas com Junior Aguiar, “Hoje/Today”, “Beijo” e “Passa”. O disco contou com a participação dos músicos Paulo Calazans (piano), Heitor TP (guitarra), Carlos Balla (bateria) e Romero Lubambo (violão).
Em 2005, apresentou “Project Z”, com os músicos Michael Heupel e Paul Shigihara, o poeta greco-australiano TT.O e a artista Sandy Caldow, na inauguração do D’s Garden, em Bangkok, Tailândia. “Project Z” foi registrado no CD “Going Down Swinging”. Nesse mesmo ano, lançou, no Brasil, o CD “Pimenta rosa”.
No dia 14.4.2016, Lica Cecatto se apresentou no “Show Copacabana” no Teatro Italia, em São Paulo dividindo o palco com Marcio Roldan, Ale Cecato, Fernando Rosa, Giba Favery.
O show teve o Patrocínio da Porto Seguro, e Produção e Realização de Amalia Tarallo.
Lica participou no mês de setembro do Brazilslava – Festival cultural brasileiro em Bratislava 2017, com o apoio da Embaixada do Brasil em Bratislava.
Twitter: https://twitter.com/licacecato
Youtube: https://www.youtube.com/user/licantare
Fonte: Dicionário Cravo Albin
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