Rony Peterson se apresenta em São Paulo com convidados especiais.

O show do cantautor, violonista Rony Peterson em São Paulo traz em sua experiência um repertório que mescla o autoral e influências dos países fronteiriços ao Mato Grosso do Sul. A América do Sul é tema de pesquisa deste pantaneiro Sambador, tamborzeiro espiritualizado, compromissado com a cultura de seu povo.

Rony Peterson, Camila Picasso e Caio Murakami

Rony Peterson terá como convidados especiais o virtuoso acordeonista Português natural da cidade de Abrantes, Nathanael Sousa, a Cantora, Compositora e Percussionista Beatriz Rodarte, Caio Murakami com sua Sitar indiana e a Violinista Camila Picasso.

Rony Peterson e Nathanael

Essa junção trará aos ouvintes a experiência sonora do folclore Argentino de ritmos como a Zamba e a Chacarera  entre as musicas autorais . A música proposta também visita os Andes nas impressões de ar com a Quena ( flauta latino americana ). Um mergulho a várias paisagens permeadas aos sons de pássaros do mar de Xaraés. O show acontecerá no Espaço Cultural Vivartte no di 07 de outubro as 21h em São Paulo. *Ingresso rápido disponível na página do evento pela: Sympla / Rony Peterson veste ducaridi / Créditos fotografia: Beatriz Rodarte.

Beatriz Rodarte

A América do Sul é tema de pesquisa deste pantaneiro Sambador, tamborzeiro espiritualizado, compromissado com a cultura de seu povo.O Sambador é o novo trabalho solo de Rony Peterson e para muitos este título representaria apenas aquele que samba, que dança bem, porém esse personagem representa muito mais para a cultura popular. O Sambador é aquele que está a frente das manifestações de folguedo do Recôncavo baiano. É ele que “puxa” religiosamente as ladainhas e entoa de forma contagiante para abranger o seio da comunidade.

Rony Peterson, pantaneiro nascido no Mato Grosso do Sul, viveu e cresceu no vilarejo entre as Serras de Maracajú, no distrito de Piraputanga, município de Aquidauana (MS), local que recebeu a miscigenação intensa dos retirates vindos do Recôncavo baiano.

Os baianos da cidade interiorana de Engenho de Água Branca e proximidades chegaram na região do atual distrito da cidade de Aquidauana/MS chamada Piraputanga entre a década de 40 e 50 do século passado, atraídos pela construção da Estrada de Ferro.

Desde então costumavam realizar sua “Folia de Reis”, entre outros Folguedos da tradição baiana que envolviam toda a comunidade. Em 1949 chega um dos últimos grupos de retirantes baianos e com eles vem também Chica Baiana (que se tornou a única “Sambadora” da região). No dia 6 de Janeiro de 1949 Chica começa a introduzir no encerramento da Folia de Reis a “Festa do Boi Bumbá”.

No entanto a festa ficou adormecida e sem ser realizada durante os anos de 2008 e 2009 por conta de problemas de saúde de Chica Baiana (diabetes e amputamento de perna) e de problemas financeiros. Foi então que em 2010, com recursos mínimos do entorno, Rony Petersom, descendente da comunidade, recebeu de Chica Baiana “o boi”, ou seja, a função de continuar e se tornar “O Sambador” mais jovem da comunidade e reacender a chama da festa que estava sendo apagada. Com este posto de “Sambador” Rony é quem realiza e luta e busca recursos pela realização das Festas do Piraquilombo. Com a vivência adquirida dentro deste cenário e com a experiência acumulada na jornada de “Sambador” surge o primeiro trabalho do cantautor Rony Peterson.

Desde então costumavam realizar sua “Folia de Reis”, entre outros Folguedos da tradição baiana que envolviam toda a comunidade. Em 1949 chega um dos últimos grupos de retirantes baianos e com eles vem também Chica Baiana (que se tornou a única “Sambadora” da região). No dia 6 de Janeiro de 1949 Chica começa a introduzir no encerramento da Folia de Reis a “Festa do Boi Bumbá”.

No entanto a festa ficou adormecida e sem ser realizada durante os anos de 2008 e 2009 por conta de problemas de saúde de Chica Baiana (diabetes e amputamento de perna) e de problemas financeiros. Foi então que em 2010, com recursos mínimos do entorno, Rony Petersom, descendente da comunidade, recebeu de Chica Baiana “o boi”, ou seja, a função de continuar e se tornar “O Sambador” mais jovem da comunidade e reacender a chama da festa que estava sendo apagada. Com este posto de “Sambador” Rony é quem realiza e luta e busca recursos pela realização das Festas do Piraquilombo. Com a vivência adquirida dentro deste cenário e com a experiência acumulada na jornada de “Sambador” surge o primeiro trabalho do cantautor Rony Peterson.

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Cleo Oshiro
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