
Filipinas: Militares continuam combates contra forças terroristas na cidade de Marawi.
O secretário de Defesa, Delfin Lorenzana, divulgou neste sábado (3), que cerca de 200 a 250 terroristas do grupo Maute e do Daesh (estado islâmico) continuam a combater as tropas do governo na cidade de Marawi.
Com esse desenvolvimento, Lorenzana, apesar de declarar nas etapas iniciais da luta que o conflito acabaria em cinco dias, não está mais dando um prazo para que o mesmo seja resolvido.
No entanto, ele assegurou às pessoas que tudo está sendo feito para acabar com a luta e estabilizar a situação em Marawi o mais rápido possível, depois que o grupo Maute atacou a cidade no último 23 de maio.
“Inicialmente tínhamos uma estimativa de 100 a 200 terroristas, porém, revisamos estas estimativas, pois, apesar de já termos liquidado mais de 100 deles, o Maute continua forte”, disse o chefe da defesa em uma entrevista coletiva, durante sua visita às tropas na cidade de Marawi no sábado (3).
Ele disse que o foco da atual ofensiva militar é o Barangay Banggolo, que foi cercado por forças do governo.
Banggolo é uma das três áreas em que as forças de segurança do governo estão enfrentando dificuldades para limpar, e civis ainda estão presos dentro de suas casas e locais de trabalho.
“Talvez eles ainda tenham munição suficiente, motivo pelo qual ainda continuam combatendo”, disse Lorenzana em um comunicado televisivo, de Marawi.
O chefe da defesa também disse que não está descartando a possibilidade de que, além dos terroristas estrangeiros mortos, ainda existam outros que estão lutando ao lado do grupo Maute.
Os militares disseram que os terroristas estrangeiros mortos até agora incluem dois sauditas, dois indonésios, dois malaios, um iemenita, um indiano e um checheno.
“Existem outras baixas, mas ainda não sabemos suas nacionalidades”, disse Lorenzana.
Ele acrescentou que terroristas estrangeiros podem ter entrado na cidade de Marawi, sendo esta uma localidade islâmica, passando-se por professores religiosos muçulmanos.
Prisão perpétua
O presidente Duterte ordenou, neste sábado, a prisão de todos os narco-políticos além do limite de 60 dias da atual lei marcial implantada em Mindanao.
Em um discurso perante soldados feridos no “Camp Evangelista” em Cagayan de Oro, Duterte disse que quer deter esses narco-políticos “para sempre”.
O presidente revelou, anteriormente, que o grupo Maute estava usando o dinheiro das drogas para promover seu objetivo de fazer Mindanao parte de um califado do Estado islâmico.
Ele os descreveu como “traidores no governo”, citando como exemplo a atual coronel da polícia, detida, Maria Cristina Nobleza, que se permitiu ser usado pelo grupo Abu Sayyaf.
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