Malásia deportará 50 norte-coreanos, apesar da proibição de saída

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Image © (vice-primeiro-ministro da Malásia, Ahmed Zahid Hamid | http://portuguese.cri.cn) Malásia deportará 50 norte-coreanos, apesar da proibição de saída - Mar/2017

Malásia deportará 50 norte-coreanos, apesar da proibição de saída. A Malásia deportará 50 norte-coreanos por ultrapassarem seus vistos, disse o vice-primeiro-ministro nesta terça-feira (14), em uma aparente exceção a uma proibição de partida, após o assassinato de Kim Jong-Nam.

O assassinato do meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-Un, no mês passado na Malásia, com o agente nervoso VX desencadeou um confronto entre Kuala Lumpur e Pyongyang com a expulsão de seus embaixadores e a recusa de deixar sair seus cidadãos do país.

Mas, na terça-feira (14), o vice-primeiro-ministro, Ahmad Zahid Hamidi, disse a repórteres que 50 norte-coreanos, que trabalham no Estado de Sarawak, na ilha de Bornéu – local das minas de carvão, que muitas vezes empregam trabalhadores estrangeiros – seriam deportados da Malásia, apesar da proibição.

“Nós deportaremos os trabalhadores norte-coreanos de Sarawak que ultrapassaram seu visto (de trabalho) de volta a Pyongyang”, disse ele.

Ele não disse por que o governo havia decidido sobre a expulsão, apesar da proibição, de Kuala Lumpur, de cidadãos norte-coreanos não deixarem o país – uma medida posta em prática depois que Pyongyang proibiu os malaios de deixarem suas fronteiras, na semana passada.

A crise diplomática entrou em erupção no mês passado, depois que a Coréia do Norte atacou a investigação malaia sobre o assassinato de Kim Jong Nam, como uma tentativa de denegrir a imagem do regime.

Três funcionários e seis membros de suas famílias estão presas na Coréia do Norte, como resultado.

Pyongyang, que nunca confirmou a identidade de Kim, repetidamente exigiu o retorno de seu corpo, mas as autoridades malaias se recusaram a liberá-lo sem uma amostra de DNA de parentes próximos.

O corpo, que está atualmente mantido em um necrotério na capital, foi embalsamado para evitar que ele se decomponha, mais de um mês após o assassinato, disse o vice-primeiro-ministro.

“É um esforço para preservar o corpo, porque se for mantido no necrotério poderá se decompor”, disse ele.

Duas mulheres – uma vietnamita e outra indonésia – foram presas e acusadas do assassinato. Imagens do circuito interno de vigilância do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur mostra as acusadas passando um pedaço de pano no rosto de Kim Jong Nam (45). Pyongyang insiste que ele, provavelmente, morreu de um ataque cardíaco.

As relações entre a Coréia do Norte e a Malásia ficaram, particularmente, quentes, com o fim do acordo de isenção de vistos recíproco, depois do assassinato.

Acredita-se que até 100 mil norte-coreanos estejam trabalhando no exterior e suas remessas são uma valiosa fonte de moeda estrangeira para o regime.

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