Clara Dawn: Escritora fala sobre sua obra “O Cortador de Hóstias”. Clara Dawn, nascida em Goiânia – Goiás em 12 de janeiro de 1975 é romancista, contista, cronista, escritora, palestrante, psicopedagoga e autora de vários livros, entre eles “O Cortador de Hóstias”: um romance que tem como tema principal a pedofilia.
Clara Dawn já publicou mais de 7 livros entre eles o atual (O Cortador de Hóstias – Romance (2015)/ Alétheia – Romance (2008)/ e Sófia Búlgara e Tabuleiro da Morte – Crônicas de prosa poética (2011), sempre com temas de relevância social, enlaçados em sua verve poética. É autora dos livros infantis Artur o grande urso ( 2009/2011) e Castelo de Bolso (2011).
Como psicopedagoga é palestrante com o tema: “A drogadição na infância e adolescência numa perspectiva preventiva aos transtornos mentais e ao suicídio”. Clara afirma que 22% dos adolescentes que usam bebidas alcoólicas se tornarão alcoólatras quando adultos! Lamentavelmente, quase metade dos adolescentes, experimentou álcool pela primeira vez porque os pais ofereceram. Clara Dawn também atua como produtora de conteúdo da marca “Raízes Jornalismo Cultural”.
Seu romance “Alétheia”, foi considerado pelos escritores goianos Edival Lourenço (autor do premiado livro Centopéia de Neon) e Valdivino Braz (autor do também premiado livro: O Gado de Deus) como a revelação de um novo estilo na literatura goiana. “Não busquemos em Alétheia, Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski, está mais para A Cabana de William Young, atualmente na lista dos mais vendidos, pois o romance mostra o homem como um bicho esquisito, com seu hedonismo incorrigível e sua constante luta para esconder seus medos…” Edival Lourenço.
Sobre o livro “O Cortador de Hóstias” que foi lançado em 27 de maio de 2015 na “Casa Altamiro com a presença de várias autoridades da cultura, dentre elas os presidentes da “Academia Goiana de Letras”, Getúlio Targino, e do “Instituto Histórico e Geográfico de Goiás”, Geraldo Coelho Vaz, Clara conta que o livro nasceu em meados de 2010 e não se chamava “O Cortador de Hóstias”, e que de início era pra ser um livro com três contos longos narrados por três personagens e um narrador-observador, aparentemente distintos, mas que traziam a lume a mesma história. O nome do livro era para ser “O Vale das Quimeras”, ambientado em Ouro Preto – Minas Gerais no ano de 1975. Os contos narrados pela personagem principal (a vingativa Flor Maria, uma mulher dominada pelo ódio, por ter sofrido abusos sexuais na infância e que elabora um plano de vingança contra o seu algoz), outro por um homem (Venceslau, que escreve cartas para a sua amada morta) e o terceiro era o narrador observador (que julga os atos dos personagens).
Por fim a quarta narrativa fala sobre o suposto cortador de hóstias, que em um dialogo invisível tenta se justificar para um delegado o seu hábito de bolinar menininhas. Se o leitor decidisse ler só um dos contos teria apenas a visão de dos narradores e assim passaria a julgar a história a partir daquele prisma. Mas se ele atentasse aos outros dois poderia compreender as vertentes por mais de um conceito. A personagem principal do livro é uma espécie de “Santa Dica” as avessas.
Antes de escrever “O Cortador de Hóstias”, Clara havia escrito os dois livros de literatura para criança: “Artur o grande urso” e “Castelo de Bolso”. Mesmo tendo formação em psicopedagogia ela diz que nunca pensou em escrever para crianças, mas que os mesmos foram desafios dos editores e ela aceitou. Pediram para ela escrever e no outro dia estavam prontos. Simples e alegre como fazer bolhas de sabão afirmou Clara Dawn. Aqui Clara explica como surgiu a ideia do livro “O Cortador de Hóstias” que conta a história de uma suposta sucuri, no “Vale das Quimeras”, que em noites sem lua arrastava crianças para o fundo do rio, mas não antes do abuso sexual. Esse formato e título já estavam bem definidos em minha mente relata a autora. Mas em 2012, numa conversa com o meu amigo Antônio da Mata, ele me mostrou a máquina de cortar hóstias. Quanto mais ele falava da máquina, mais eu me apaixonava por ela, com seu círculo em navalha que cortava os disquinhos de farinha de trigo e os depositavam numa gaveta sombrio. Fiquei louca pela ideia de dar voz ao meu assassino de crianças.
E foi assim que nasceu “O Cortador de Hóstias”, com sua voz sibilante no afã de justificar seus males. É na poesia que busco as imagens para construir minha narrativa, e que acende em mim a vontade de escrever com toda a angústia que a escrita necessita. Por acaso, encontrei os versos de Érico Curado e Hugo de Carvalho Ramos e eu não acreditava no presente que o destino me dera: aqueles versos datados entre 1913 a 1917 fizeram-me levitar e, quando percebi, eu estava em Pirenópolis em 1918, divagando entre as lendas da história da cidade e principalmente sobre o mito da “Santa Dica”.
Foi assim que decidi mudar toda a ambiência e data, mas foi aí que entrei em desespero, pois em 1918 ainda não existia a máquina de cortar hóstias. Fiquei triste, eu amava a máquina, mas louvava Érico e Hugo: Ouro Preto 1975 ou Pirenópolis 1918? Venceu Pirenópolis e aí começou a labuta das pesquisas históricas e a desconstrução do “Vale das Quimeras”. Bem, a máquina de cortar hóstias precisou se contentar em ser uma tesoura. “O Cortador de Hóstias” é um romance envolvente, repleto de mistérios e suspense, e que reflete a influência do sincretismo religioso vigente na época e das lendas da história de Pirenópolis.
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