Filipinas: Duterte ordena as tropas para explodir terroristas e seus reféns

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Image © Presidente Rodrigo Duterte, direita, AP/Bullit Marquez - Filipinas: Duterte ordena as tropas para explodir terroristas e seus reféns - jan/2017

Filipinas: Duterte ordena as tropas para explodir terroristas e seus reféns. O presidente Rodrigo Duterte disse que ordenou às suas tropas para explodirem terroristas que fogem com prisioneiros, em uma tentativa de impedir uma onda de sequestros no mar, classificando a perda de vidas civis de tais ataques como “danos colaterais”.

Duterte afirmou, anteriormente, que havia dito aos seus homólogos indonésio e malaio que suas forças podem bombardear, enquanto perseguem, criminosos que sequestram marinheiros em águas onde os três países convergem, e levam suas vítimas para Mindanao.

Ele disse, em um discurso no sábado, que deu as mesmas ordens às forças filipinas.

Ele disse que instruiu a Marinha e a Guarda Costeira que “se houver sequestradores e eles estiverem tentando escapar, bombardeiem todos”.

“Se disserem que há reféns. Desculpe, são danos colaterais”, disse ele em um discurso a empresários em Davao, sua cidade natal, no sul das Filipinas.

Ele disse que essa abordagem permitirá ao governo deter até mesmo terroristas em busca de resgate. “Não se pode ganhar vantagens por seus delitos, eu realmente os explodirei,” disse.

Seu conselho às potenciais vítimas? “Não se permitam serem sequestradas.”

As observações de Duterte refletem o alarme e o desespero das Filipinas, juntamente com a Malásia e a Indonésia, em deter uma série de sequestros por resgate, principalmente por terroristas do grupo Abu Sayyaf e seus aliados, ao longo de uma movimentada hidrovia do comércio regional.

No sábado, terroristas do Abu Sayyaf, que buscavam por resgate, libertaram um capitão sul-coreano e seu tripulante filipino, que foram sequestrados há três meses de seu navio de carga.

Os terroristas entregaram o capitão Park Chul-hong e Glenn Alindajao aos rebeldes da Frente de Libertação Nacional Moro, que os entregaram às autoridades filipinas na cidade de Jolo, na província de Sulu, predominantemente muçulmana.

Os rebeldes Moro, que assinaram um acordo de paz em 1996 com o governo, ajudaram a negociar a libertação de vários reféns do menor, porém violento grupo Abu Sayyaf, que está na lista negra dos EUA como organização terrorista que pratica sequestros, decapitações e atentados a bomba.

O conselheiro de Duterte que lidou com insurgentes, Jesus Dureza, disse que não tinha conhecimento de nenhum resgate sendo pago em troca da liberdade dos marinheiros.

Pelo menos 27 reféns, muitos deles tripulantes estrangeiros, permanecem nas mãos de diferentes facções do Abu Sayyaf, disse ele.

No entanto, tem havido especulações persistentes de que a maioria dos reféns libertados tiveram seus resgates pagos.

Sem uma fonte estrangeira conhecida de fundos, o Abu Sayyaf sobreviveu, principalmente, de resgates de sequestros, extorsão e outros atos de banditismo.

Um relatório confidencial de avaliação de ameaça do governo filipino, visto pela Associated Press no ano passado, diz que os militantes embolsaram pelo menos P353 milhões de pesos (US $ 7.3 milhões) de resgate dos sequestros, nos primeiros seis meses de 2016.

Os militantes têm visado, principalmente, rebocadores que são lentos no mar, na fronteira do sul das Filipinas com a Malásia e a Indonésia.

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