A polícia alemã intensifica caçada após ataque com caminhão em Berlim

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Image © AP/Martin Meissner - A polícia alemã intensifica caçada após ataque com caminhão em Berlim - Dec/2016

A polícia alemã intensifica caçada após ataque com caminhão em Berlim. O assassino ainda está foragido, depois de jogar o caminhão sobre a multidão, no mercado de Natal de Berlim, matando 12 e ferindo dezenas.

A polícia alemã intensificou a caçada ao motorista do caminhão que matou 12 pessoas quando atravessou um mercado de Natal lotado, em Berlim, a alta velocidade, com as preocupações sobre as consequências políticas e sociais aumentando.

Depois de libertar um solicitante de asilo paquistanês, preso perto da cena do crime, as autoridades advertiram, na quarta-feira, que o suspeito está em fuga e pode estar armado.

Eles também disseram que não está claro se o suspeito estava agindo sozinho ou com outros.

O caminhão, de 25 toneladas, destruiu as barracas de madeira que serviam vinho quente e salsichas, ferindo cerca de 45 pessoas – muitas delas gravemente.

Seis das vítimas fatais eram alemães e o motorista polonês do caminhão foi encontrado morto a tiros, na cabine do veículo.

O grupo terrorista Estado islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

O chefe da Associação de Detetives Criminais alemães disse à televisão, na noite de terça-feira, que a polícia espera fazer a prisão em breve.

“Estou relativamente confiante de que talvez possamos, amanhã – ou num futuro próximo – sermos capazes de apresentar o novo suspeito”, disse Andre Schulz, em um talk show, no canal público ZDF.

O jornal Passauer Neue Presse, de quarta-feira, citou o chefe do grupo de ministros do Interior dos 16 estados federais alemães, Klaus Bouillon, dizendo que medidas de segurança mais severas eram necessárias.

“Queremos aumentar a presença da polícia e fortalecer a proteção dos mercados de Natal, teremos mais patrulhas, os policiais terão metralhadoras, queremos tornar o acesso aos mercados mais difícil, com veículos estacionados”, disse Bouillon ao jornal.

A chanceler alemã, Angela Merkel, que se candidatará ao quarto mandato no próximo ano, disse que seria particularmente repulsivo se um refugiado, buscando proteção na Alemanha, fosse o perpetrador.

Alguns políticos culparam sua política de portas abertas para migrantes por tornar esses ataques mais fáceis.

A Alternativa anti-imigrante para a Alemanha (AfD), que ganhou apoio nos últimos dois anos com a popularidade de Merkel declinando, disse, nesta terça-feira, que a Alemanha não é mais segura.

Yascha Mounk, conferencista da Universidade de Harvard e bolsista na Transatlantic Academy do German Marshall Fund, disse ao Al Jazeera que o incidente de segunda-feira terá sérias repercussões na sociedade alemã.

“Após o ataque, as coisas vão piorar para as minorias étnicas dentro da Alemanha e ficará muito pior para os partidos e os políticos do establishment”, disse Mounk. “Eu acho que estamos agora em um momento político muito perigoso, que vai mudar o país.”

Ele disse que os alemães vão associar estrangeiros ao ataque, observando que a popularidade de Merkel despencou desde que permitiu que centenas de milhares de refugiados entrassem no país, nos últimos dois anos.

“O afluxo de refugiados já causou um enorme impacto na popularidade de Mekel … Ela pagou caro por sua coragem moral”, disse Mounk. “Sem dúvida, vamos ver um verdadeiro teste para o sistema político alemão.”

Suspeito errado

O único suspeito – um candidato a asilo, paquistanês, de 23 anos – foi libertado na terça-feira por falta de provas

A agência de notícias Amaq, ligada ao ISIL, disse que “um soldado do Estado Islâmico” realizou o atentado de Berlim.

A Europa tem estado em alerta máximo na maior parte de 2016, com ataques terroristas acontecendo na França e na Bélgica.

“Nós todos estávamos preparados para que algo assim pudesse acontecer, então não ficamos surpresos”, disse o estudante de economia Maximilian Much, de 24 anos.

O ataque também levantou preocupações de uma possível reação.

“Sem dúvida, a atmosfera neste país vai mudar e tornar-se mais tensa”, disse Tarik Elsayed, um filho de pais egípcios, de origem alemã, de 22 anos. “É claro, como um árabe, vou ter uma aparência mais hostil, só vai piorar agora.”

Mas Tarek Elmasoudi, um solicitante de asilo egípcio, disse que não tinha medo. “Os alemães são muito simpáticos e eu quero ficar aqui.”

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