Ministra da Defesa visita o santuário de Yasukuni, um dia depois de retornar de Pearl Harbor

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A ministra japonesa da Defesa, Tomomi Inada, na frente à direita, visitou o Santuário de Yasukuni, em Tóquio, na manhã de quinta-feira. FOTO: ASSOCIATED PRESS

Ministra da Defesa visita o santuário de Yasukuni, um dia depois de retornar de Pearl Harbor. A ministra da Defesa do Japão foi ao polêmico santuário de guerra, em Tóquio, na quinta-feira, segundo relatos da mídia, no dia seguinte ao acompanhamento do primeiro-ministro, Shinzo Abe, em uma visita altamente simbólica a Pearl Harbor.

O santuário homenageia milhões de mortos na guerra, em sua maioria japoneses, e tem sido criticado por países como a China e a Coréia do Sul que sofreram sob o colonialismo e a agressão do Japão, na primeira metade do século XX.

Tomomi Inada, chefe de defesa de Abe, visitou Yasukuni pela primeira vez, desde que assumiu o posto em agosto, segundo a emissora nacional NHK, Asahi Shimbun e Jiji Press.

A visita deverá, provavelmente, tornar-se controversa, logo após a peregrinação de Abe e do presidente norte-americano, Barack Obama, ao local do ataque da base naval dos EUA no Havaí, pelo Japão, em 7 de dezembro de 1941, que jogou os EUA na guerra.

Oficiais do Ministério da Defesa não puderam ser contatados para comentários imediatos.

Abe e Obama homenagearam os mais de 2.400 americanos mortos no ataque surpresa do Japão contra a grande base naval dos EUA, há 75 anos.

Eles ofereceram flores e ficaram em silêncio diante do memorial aos mortos no USS Arizona – cerca de metade de todos os mortos no ataque.

A dupla emitiu declarações sobre o poder da reconciliação e alertou contra o fomento de conflitos.

Abe, um conservador que defendeu o fortalecimento do exército japonês, evitou visitar Yasukuni, em uma aparente tentativa de evitar a controvérsia, depois de ir, há três anos, para celebrar seu primeiro aniversário, desde que foi eleito primeiro-ministro.

Sua visita provocou a fúria em Pequim e Seul e ganhou uma repreensão diplomática dos Estados Unidos, que disse, na época, estar “decepcionado” com a ação.

Abe ficou afastado depois disso, mas os conservadores japoneses pediram-lhe para visitar o santuário novamente.

Dezenas de legisladores conservadores visitam o santuário no aniversário que marca a rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial.

Membros do gabinete também visitam o local religioso durante os festivais da primavera e do outono.

Na quarta-feira, Masahiro Imamura, o ministro responsável pela reconstrução do norte do Japão, depois do gigantesco tsunami de 2011, foi a Yasukuni horas depois que Abe pagou seus tributo no Havaí.

Imamura afirmou que sua visita não teve “nada a ver com” a viagem de Abe, dizendo que desejava expressar gratidão e orou pela paz e prosperidade do Japão.

A mídia japonesa citou-o como dizendo que o momento de sua visita ao santuário era “uma coincidência”.

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