Indonésia “mata o mais procurado militante do Estado Islâmico no país”

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Porta-voz da polícia, Boy Rafli Amar, durante uma conferência de imprensa sobre a morte do homem mais procurado da Indonésia, Santoso, na sede da polícia em Jacarta, Indonésia 19 de julho de 2016. REUTERS / Darren Whiteside

Indonésia “mata o mais procurado militante do Estado Islâmico no país”. A polícia da Indonésia diz que acredita ter matado o militante mais procurado do país, em um confronto na selva.

O corpo de Santoso, que liderou um grupo que apoiou o chamado Estado Islâmico, tinha sido positivamente identificado, disse o chefe de polícia que liderou a operação em Central Sulawesi.

A polícia está realizando um teste de DNA para confirmar se o corpo pertence ao líder Mujahideen Indonésia Timur.

A operação é vista como uma grande vitória para as forças de segurança.

Policiais, soldados e jornalistas soltaram gritos de “louvado seja Deus” numa conferência de imprensa da polícia que anunciou a notícia.

A influência do grupo Estado Islâmico na Indonésia

Inúmeras pessoas que se reuniram a Santoso ou lutaram ao seu lado tinham sido chamadas para identificar o corpo, e confirmaram que era ele, disse a polícia.

O chefe da polícia local, Rudy Sufahriadi, disse à AFP que a pessoa morta era “definitivamente Santoso”, enquanto outro oficial da polícia disse à Reuters que estavam “99%” confiantes de que era ele.

Foi relatado que um outro militante também foi morto.

Santoso jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico em 2014 e tinha sido considerado, oficialmente, um terrorista pelo governo dos EUA.

Seu pequeno grupo Mujahideen Indonésia Timur (MIT) era conhecido por realizar ataques contra as forças de segurança, e ele exortou outros a fazer o mesmo, em vídeos.

O MIT é baseado no distrito montanhoso de Poso em Central Sulawesi, um foco de conflito religioso há mais de uma década. Acredita-se que só tenham restado 20 terroristas.


Quem é Santoso – por Tse Yin Lee, BBC

Santoso, também conhecido como “Abu Wardah”, foi o mais procurado militante da Indonésia, mas não necessariamente o mais perigoso.

As forças contra-terroristas da indonésia o caçam, efetivamente, desde 2013, e tem feito isso com maior urgência após o ataque terrorista em Jacarta, em janeiro, pois temiam que ele planejava transformar a região em um centro militante.

Ele foi o primeiro líder militante indonésio a jurar, publicamente, lealdade ao grupo Estado Islâmico em 2014, e foi ativo na violência sectária em Poso, entre 1998 e 2001.

Acredita-se que Santoso treinou combatentes Uighur da China em Poso e tinha ligações com grupos militantes nas Filipinas.

Mas ele não era, necessariamente, a principal ameaça terrorista para a Indonésia. O clérigo preso, Aman Abdurrahman, e seus seguidores são os principais suspeitos pelo ataque de Jacarta.

Entretanto, o atentado suicida, em 5 de julho, em Surakarta, pode ter sido apoiado por um indonésio, que está com o EI no Oriente Médio, Bahrun Naim.


O Presidente, Joko Widodo, intensificou, no ano passado, a busca por Santoso, que já estava envolvendo milhares de policiais, incluindo os militares.

O chefe da polícia nacional, Tito Karnavian, disse que a morte de Santoso poderia “desmoralizar apoiadores do Estado Islâmico na Indonésia”, embora analistas duvidem que ele teria qualquer impacto sobre o apoio ao grupo.

A Indonésia tem a maior população muçulmana do mundo. A maioria dos indonésios pratica uma forma moderada do Islã.

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