Funcionário da base dos EUA exige que o julgamento por assassinato seja realizado fora de Okinawa. O advogado de defesa do funcionário civil da base norte-americana, acusado de estuprar e matar uma japonesa de 20 anos, na província de Okinawa, exigiu nesta segunda-feira, que seu julgamento seja transferido para Tóquio, dizendo que é improvável que um julgamento justo seja realizado em Okinawa, devido ao forte sentimento anti-EUA.
O julgamento de Kenneth Franklin Shinzato, 32, está programado para ocorrer no Tribunal Distrital de Naha.
O advogado de Shinzato, Toshimitsu Takaesu, disse, em uma coletiva de imprensa, que o ex-fuzileiro naval dos EUA quer que seu julgamento seja transferido para o Tribunal Distrital de Tóquio.
Em uma petição apresentada no tribunal de Naha, disse que os sentimentos dos residentes de Okinawa “tem se firmado pela animosidade”, referindo-se ao fato de que a assembléia de Okinawa e muitas assembleias municipais da província aprovaram protestos contra os crimes cometidos por Shinzato.
Ele teme que as pessoas selecionadas para o juri podem não ser imparciais, influenciadas por um prejulgamento de que Shinzato deva ser punido severamente.
O caso provocou indignação pública em Okinawa, que abriga a maior parte das instalações militares norte-americanas no Japão, o que levou dezenas de milhares de residentes a participar de um grande protesto no mês passado.
Takaesu também disse que vai solicitar um exame psiquiátrico de Shinzato, pois o mesmo pode ter problemas mentais, dado a natureza do crime.
Segundo a acusação, Shinzato é suspeito de bater na cabeça da mulher com uma barra, estuprar, estrangular e esfaquear, em uma estrada, em Uruma, no centro de Okinawa, por volta das 22:00 em 28 de abril.
Embora Shinzato agredisse a mulher, a fim de estuprá-la, ele a matou, como resultado da violência.
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