Teresa Maria: A diversidade musical de uma grande intérprete. Maria Teresa Resende Rodrigues ou Teresa Maria (nome artístico) nasceu em Pindoba/AL, no dia da comunicação, 05 de maio e cresceu em Maceió-Alagoas. Mudou-se para o Rio de Janeiro, porém antes, viveu em Brasília e Cuiabá/M. Atualmente a cantora vive em São Paulo, e se encontra totalmente comprometida com a música.
Seu contato com a música aconteceu antes da adolescência, influenciada pelo músico/irmão Juca. Costumava ver os ensaios da banda pela “brecha” da porta. Foi assim que aprendeu a tocar a bateria e outros instrumentos percussivos, formando grupo de samba, onde ousava no cavaquinho. Ainda menina, escutava diariamente Orlando Silva, Núbia Lafaiete, Nelson Gonçalves, Dolores Duran, Carlos Gardel e outros mais – o rádio de sua mãe ficava ligado dia e noite.
Ainda cedo cantou em muitos palcos e “farinheiros” (palcos improvisados após as feiras nos mercados de cidades do interior de Alagoas e Pernambuco) como vocalista das bandas de bailes Dinamite e Arco Iris, dirigidas pelo irmão e guitarrista Nereu Resende para manterem as despesas da família.
Sua paixão por instrumentos percussivos a levou para a bateria, sendo muito requisitada para festivais e eventos do Colégio Bom Conselho em Maceió.
O circo teve forte influência na vida dos irmãos, que de artista, músico e mágico passaram a proprietários. Única mulher na trindade masculina ela não poderia ficar totalmente fora dessa realidade, tocou bateria e foi “auxiliar de palco” para as apresentações do mágico Adeilton Resende. A liberdade de fazer arte os movia.
A cantora assinou a autoria das canções do seu primeiro CD lançado em Maceió. Para ela uma experiência dura pelos contratempos que enfrentou devido a inexperiência com as etapas da produção musical e artística, e sem contar com a parceria profissional devidamente qualificada apesar da estar acompanhada de bons e competentes músicos. Foi para Recife em busca do conhecido estúdio Somax para colocação de vozes e mixagem, antes, porém, procurou o conhecido Zé da Flauta em seu Estúdio, de quem se tornou amiga, pois a fez rir muito da “pegadinha” que o destino lhe pregou. Ao ouvir o material do disco gravado numa fita de vídeo que recebeu do responsável pela gravação, se ouvia apenas comerciais e publicidades diversas. “O cara deve ter trocado a fita, liga pra ele, ria Zé da Flauta” – por fim, o cara gravou comerciais sob a fita e cobriu toda a produção do CD já gravada… Faz idéia?
Como o lançamento já havia sido anunciado, não foi possível esperar e na pressa, novo material gravado retornou ao estúdio Somax /RE onde foram feito os “remendos” possíveis, porém o resultado foi prejudicado. O produto final não agradou a cantora em nada, inclusive não conseguiu nem mesmo cantar suas canções. Mas a lição ficou. O lançamento também foi interrompido, pois os ventos do destino levaram a cantora embora de sua cidade definitivamente. (Essa passagem da vida da cantora foi registrada a pedido da mesma para alertar o cantor e iniciante que pesquise, avalie qualidade e responsabilidade na escolha do produtor de seu CD.)
A mudança no nome veio pela necessidade de seguir a carreira de cantora e compositora, não mais dividida, porém, inteira. Passou a assinar como cantora – Teresa Maria.
Buscou aprimoramento para a carreira artística e novas técnicas para expressar seu canto, sua verdadeira essência.
A convivência e parceria com o músico e arranjador Saboya Junior, lhe permitiu novos aprendizados e formação musical.
É pouco incomum ouvirmos que uma cantora nordestina aprendeu a cantar suas raízes (forró, xaxado, baião, coco) no Rio de Janeiro, considerado o refugio do samba. É verdade, pois nos tempos de baile, poucas canções desses ritmos eram exigidas.
Foi com Seu Zé Pretinho, guitarrista que tocou com Jackson do Pandeiro e Seu João / sanfoneiro dos tempos de Luis Gonzaga que Teresa Maria preparou seu primeiro repertório exclusivamente nordestino, pois desejava gravar um novo CD totalmente de raiz.
Foram dias e dias, relembra a cantora em suas histórias, no home estúdio em Copacabana tocando e cantando com seus mestres até pegar a verdadeira levada do forró e afins. Desses encontros, com a produção de Saboya Jr, surgiu um Demo com 06 canções – O Chiadinho da Chinela, que lhe rendeu vários shows pelo Rio de Janeiro. Não se duplicou o CD para não repetir as experiências em sua forma original, era preciso fazer do “seu jeito”, misturando, experimentando.
Seu terceiro álbum – Teresa Maria – produzido e arranjado pelo músico Saboya Jr., teve lançamento no Rio de Janeiro e contou com músicos cariocas consagrados em trabalhos com grandes divas da MPB como o guitarrista Valter Villaça e Fernando Vidal, o percussionista Jovi Joviniano e Durval Pereira, Fernando Morais nos teclados; os bateristas de Bedak e César Machado, o sanfoneiro Zezinho Preá e o saxofonista José Carlos (Bigorna).
Todas as canções são inéditas de autoria da cantora em parceria com Saboya Jr. com letras irreverentes e temas sobre as problemáticas constantes do nosso país – A Fome Brasileira, que destaca no samba É BRINCADEIRA, selecionado em vários concursos e festivais como Prêmios FEBRABAN realizado na casa de shows Credicard Hall/SP e pelo Exposamba/SP, no Tom Brasil. A música Maria Brasileira também é sucesso no Uruguai.
A canção Ordem é Progresso? De letra forte, que leva a reflexão, também foi selecionado no prêmio FEBRABAN Brasil realizado na casa de shows Tom Brasil.
Foi em função dessa necessidade de levar a sua música para o mundo, que o site da cantora http://www.teresamaria.com.br foi o segundo mais acessado do Google, tendo vendido CD pela internet, em 2006, até para Israel, Japão, Dinamarca, Portugal, Alemanha, Canadá, Holanda, EUA, Reino Unido, França, Estônia, Suíça, Argentina, México e Uruguai além de inúmeros registros de músicas baixadas em diversos países, conforme estatísticas l e fruto de trabalho intensivo, corpo a corpo, dia a dia, show a show, sem nenhum patrocínio e apoio.
O Projeto Música pela Vida reuniu artistas independentes no Rio de Janeiro para shows em troca de material escolar, curativos e alimentos. Oficinas de músicas foram oferecidas em espaço cedido pela Caixa no centro Carioca cumprindo assim, parte da sua aspiração em socializar crianças da favela – Todo o piloto atendeu as crianças do CIEP Bento Rubião na favela da Rocinha (maior favela da América Latina).
Na capital do MERCOSUL, o Espetáculo pela Vida convidoutambém artistas daquele país na arrecadação de livros infantis para escolas públicas, e apoiou evento em benefício de pessoas com síndrome de Prader – Willi –(SPW) no Parque Ribera em Montevidéu, dentre outros com apoio do Clube Brasileiro e INJU – Instituto da Juventude (MIDEA).
Em São Paulo, O Musica pela Vida, mesmo sem se identificar, reuniu 21 artistas e banda para shows em benefício de portadores de necessidades especiais no Pequeno Cotolengo SP (www.cotolengosp.org.br), e segue oferecendo iniciação no canto ao grupo e fazendo pesquisas do quanto a música pode melhorar a qualidade de vida desses deficientes.
No RJ e SP, O Música pela Vida foi a diversos abrigos e Casas de Acolhidas, na forma mais individual ou em pocket para cantar com idosos e carentes, num repertório especial para esse público.
O CD “Teresa Maria”, independente e autoral, fez sucesso também na capital do MERCOSUL, dentre outras vizinhas, considerando a riqueza dos ritmos brasileiros nele contidos como samba, baião, ciranda, frevo, xote e outros. Em junho deste ano, 2012, ela foi convidada também, a fazer uma mostra dos ritmos do nordeste no Clube Brasileiro em Montevidéu, tamanho o sucesso alcançado em suas temporadas anteriores, quando não somente cantou, mas tocou zabumba, triângulo pra garantir o swing do nosso forró, uma vez que estava com uma banda totalmente composta de músicos uruguaios, inclusive o sanfoneiro, Matias, que morou no Brasil.
Dando continuidade a essa mostra de ritmos brasileiros a cantora iniciou as pesquisas de um novo repertório e possíveis fusões em SP durante dois anos, ouvindo e apreciando os mais diversos shows, especialmente o instrumental, seja de artistas renomados ou independentes. Decidiu optar pelo Xote, desafiando torná-lo um estilo tão elegante e apreciado quanto à bossa, o pop, e os clássicos românticos da nossa MPB.
Ela foi na origem de suas raízes buscar a parceria certa para essa nova produção.
Quem viveu tamanha diversidade e fusões de ritmos desse gigante Brasil que passeou pela world music, explorou novas possibilidades no jeito de fazer música, diferente…? Marcos Farias – para a produção, direção musical e arranjos. Considerando sua inigualável experiência com fusões, grande vivência com música brasileira e intimidade sem igual com ritmos nordestinos além de sua comprovada habilidade no jazz, soul, e outros. Pianista e sanfoneiro, filho de Abdias dos oito baixos e da cantora Marinez, a rainha do forró, afilhado de Luiz Gonzaga, e maestro formado na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro, cujo currículo consta a direção e produção de artistas nacionais, como Elba Ramalho, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, Biafra, Tim Maia, Dominguinhos, Genival Lacerda, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, os 50 anos de forró de Marinez além de outros também internacionais. Indiscutivelmente não poderia fazer outra escolha.
Do músico de bossa, do flamenco, do jazz, do blues, do baião e xote, da murga, do samba e do clássico ao popular, Teresa Maria juntou um time, dos mais diversos lugares para fazer executar e explorar as melodias leves para namorar.
O Maestro Marcos Farias também toca piano/teclados e acordeom em todas as faixas do disco. O CD tem ainda a participação especialíssima de vários músicos conceituados do cenário musical.
O CD “Xote pra lad CHIQ” com 12 faixas tem 05 composições autorais e interpretação de 08 canções de sucessos no mundo, como Esse seu Olhar, de Tom Jobim, ganham uma nova roupagem e quase como deslizando se entrega ao balanço aconchegante do Xote Solamente una Vez (Augustin Lara) é levada de um jeito muito apaixonado e caloroso pela gaita. De Ivan Lins, Vitoriosa recebe a influência do baterista uruguaio e do guitarrista brasileiro erradicado há mais de 14 anos em Barcelona. O Xote de Jorge de Altinho Há tanto tempo há tanto amor, ganhou uma pegada leve que nos faz flutuar. Mas a ousadia do disco vai além nas canções autorais, todas embaladas pela suavidade, e cumplicidade entre a sanfona e o piano, que se tornam par romântico, observados pela cantora que passeia leve e suave por cada nota. Em Alma Cigana que abre o disco, o violão flamenco parece pulsar suas cordas num corpo em chamas, diz ela, enquanto canta e mais ainda quando escuta. De sua autoria também, Inexplicável é doce, e assim define o amor, embalada pela leveza e habilidade ímpar de Dudu Lima no baixo fretless; ”Me diz qual é a tua?”, é o refrão de mais uma autoral, E então, de apelo forte como numa relação ainda indefinida, e com uma sonoridade do pop somada à concepção do xote. Desculpe o auê fecha o disco num gostoso xote pé de serra. E segue nesse balanço CHIQ as canções Sabor a mi, Cheiro de amor e Vê se tem pena de mim.
Com instrumentação elegante, e refinada, o CD XOTE pra lad CHIQ apresenta o Xote como a cara do Brasil, rico em toda a sua diversidade musical, sem perder sua essência.
Distribuído pela Tratore, que apoiou a cantora desde o início dessa Produção, o CD está sendo oferecido por todo o mercado de venda física e on line em todo o Brasil e alguns países. Para saber onde encontrar o CD, basta acessar –
http://www.tratore.com.br/um_cd.php?cod=7898474807477.
Com quatro CDs gravados, totalmente independentes e autorais, a cantora segue sua trajetória sempre fazendo do seu canto, seu maior instrumento em benefício de muitos seres.
Produção Teresa Maria
produção@teresamaria.com.br
http://www.facebook.com/teresamariabr.oficial?ref=hl
http://www.youtube.com/user/TeresaMariaMusic
Créditos da matéria: http://www.teresamaria.com.br
Radio Shiga by Cleo Oshiro Oficial Page: http://wp.radioshiga.com/programacao/
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Maravilhoso o trabalho de Cleo Oshiro, dedicar seu tempo para difundir os talentos inclusive independentes desse nosso imenso Brasil. Minha gratidão. Teresa Maria – http://www.teresamaria.com.br
Parabéns Cléo pelo o trabalho, você recebeu méritos do universo em descrever com tanta sensibilidade falando desse inconi da música Brasileira Teresa Maria.
Grande abraço
Gilberto caiano