Presidente Francês promete destruir o Estado Islâmico. A França está empenhada em “destruir” o chamado grupo Estado Islâmico após os ataques mortais de sexta-feira, disse o presidente François Hollande.

Ele disse que apresentaria um projeto de lei para estender o estado de emergência, declarado após os ataques, por três meses e gostaria de sugerir mudanças na Constituição.
A campanha militar da França contra o EI no Iraque e na Síria também será intensificada.
O EI assumiu a autoria dos atentados contra bares, restaurantes, uma sala de concertos e um estádio no qual 129 pessoas morreram.
Falando durante uma sessão conjunta das duas casas do parlamento, Hollande disse que a constituição precisava ser alterada pois “precisamos de uma ferramenta adequada que possa ser usada sem ter que recorrer ao estado de emergência”.
Outras medidas, segundo ele, que deveriam ser adotadas:
- 5.000 postos policiais extras nos próximos dois anos e não haverá novos cortes no orçamento de defesa;
- Tornar mais fácil retirar da dupla nacionalidade, a cidadania francesa, se forem condenados por uma infração terrorista, desde que isso não os torne apátridas;
- Acelerar a deportação de estrangeiros que representem “uma grave ameaça para a segurança da nação”;
- Pressionar uma maior ação europeia contra o tráfico de armas e de maiores penalidades para ela na França.
Hollande disse que iria viajar para encontrar-se com o presidente dos EUA, Barack Obama e o presidente russo, Vladimir Putin nos próximos dias para discutir medidas contra o grupo.
O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, chegou a Paris na segunda-feira à noite para mostrar apoio ao “aliado mais antigo da América” contra o que ele chamou de “monstros psicopatas”.
Na reunião de cúpula do G20, na Turquia, os líderes mundiais prometeram uma cooperação mais estreita, em face aos ataques na França.
Obama disse que os EUA e a França farão um novo acordo sobre o compartilhamento de informações, disse, porém, que os conselheiros militares norte-americanos dizem que o envio de tropas terrestres para combater o EI seria um erro.
Em seu discurso, Hollande reiterou sua oposição ao presidente sírio, Bashar al-Assad, que permanecer no poder, mas disse que “nosso inimigo na Síria é Daesh [EI]”.
Ele prometeu mais recursos para as forças de segurança e disse que o porta-aviões Charles de Gaulle seria enviado na quinta-feira, para reforçar a campanha militar contra o IS.
Na noite de domingo, aviões franceses atacaram a cidade de Raqqa, reduto da IS na Síria. As autoridades francesas afirmaram que 10 jatos lançaram 20 bombas guiadas dirigidas a locais específicos, incluindo um centro de comando, um centro de recrutamento dos jihadistas, um depósito de munições e um campo de treinamento.
O IS emitiu um comunicado dizendo que o ataque alvejou locais vazios e que não houve vítimas.
Fonte: bbc http://www.bbc.com/news/world-europe-34836439
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