No entanto, muitos japoneses temem a expansão do exército por causa de memórias aterrorizantes da derrota sofrida pelo país na Segunda Guerra Mundial. Parlamentares da oposição afirmam que o partido de Abe pode estar exagerando as ameaças chinesas para obter suporte para uma legislação impopular que muitos analistas consideram inconstitucional.
Nas 429 páginas do relatório, o Japão afirma que o risco para sua segurança tem piorado e cita como exemplos as contínuas ameaças da Coreia do Norte, que possui um programa nuclear, e do Estado Islâmico. Mas a China é, de longe, a maior das preocupações do país e toma um terço de um capítulo do relatório que trata de tendências de segurança globais e fala de oito países e regiões.
“A China, particularmente em relação a questões marítimas conflituosas, continua agindo de maneira assertiva, incluindo tentativas coercitivas de mudar o status quo, e está pronta para cumprir suas demandas unilaterais sem um compromisso”, diz o relatório. “O Japão está fortemente preocupado com as ações da China, que nós precisamos observar de perto”, acrescenta.
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