Shinzo Abe torna-se o primeiro-ministro com mais tempo em exercício do Japão

Shinzo Abe tornou-se o primeiro-ministro com mais tempo em exercício do Japão, depois de bater um recorde estabelecido há mais de um século.

Image © (Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe / Reprodução / via Nikkei Asian Review) Nov/2019

Shinzo Abe torna-se o primeiro-ministro com mais tempo em exercício do Japão

Shinzo Abe tornou-se o primeiro-ministro com mais tempo em exercício do Japão, depois de bater um recorde estabelecido há mais de um século.

A permanência total de Abe no cargo chegou a 2.887 dias nesta quarta-feira (20). Abe tornou-se primeiro-ministro em 2006, mas renunciou um ano depois por questões de saúde. Desde que retornou ao cargo, em dezembro de 2012, ele tem trabalhado para revitalizar a economia, promover reformas no estilo de trabalho e fornecer apoio aos cuidados infantis.

Abe promove o que ele chama de “política externa que toma uma perspectiva panorâmica global”.

Mas seu longo mandato foi criticado. Várias alegações de favoritismo surgiram, incluindo um escândalo de venda de terras do estado.

O Ministério da Fazenda vendeu terras a uma operadora escolar a um preço que estava milhões de dólares abaixo do valor de mercado. A esposa de Abe, Akie, foi agraciada com o cargo de diretora honorária da escola, gerando críticas.

Não há limite de mandato para um primeiro-ministro no Japão. Mas o terceiro e último mandato de Abe como presidente do Partido Liberal Democrata no poder terminará em setembro de 2021, estabelecendo um limite efetivo para sua posse. Nessa altura, é provável que ele prossiga o seu desejo de longa data de alterar a Constituição.

A atenção também se concentra em saber se Abe pode fazer progressos na resolução dos sequestros de cidadãos japoneses pela Coreia do Norte, bem como no desenvolvimento nuclear e de mísseis de Pyongyang.

Outra questão fundamental são as negociações com a Rússia para um tratado de paz que inclua a resolução de uma antiga questão territorial sobre quatro ilhas.

O governo japonês afirma que elas são parte inerente do território do Japão e que foram ilegalmente ocupadas após a Segunda Guerra Mundial.