Washington D.C., Estados Unidos, 1 de abril de 2026, Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a campanha militar contra o Irã deve ser encerrada “muito em breve”. Em declarações a jornalistas na Casa Branca nesta terça-feira (31), o republicano indicou que o desfecho das operações pode ocorrer em um prazo de apenas duas semanas. Segundo Trump, o objetivo principal de garantir que o regime iraniano não possua armas nucleares foi plenamente atingido, embora tenha ressaltado o desejo de neutralizar cada um dos ativos militares remanescentes de Teerã.
A sinalização de retirada ocorre em um momento de extrema volatilidade no Golfo. Forças iranianas intensificaram ofensivas, atingindo um petroleiro totalmente carregado que estava ancorado em um porto em Dubai. Autoridades do Kuwait confirmaram que a embarcação, que navegava sob sua bandeira, foi atacada e incendiada. Equipes de emergência conseguiram conter as chamas e, até o momento, não houve registro de feridos ou sinais de vazamento de óleo bruto na região portuária.
“Eu tive um objetivo: eles não terão armas nucleares. Esse objetivo foi alcançado. Eles não terão armas nucleares”, declarou Donald Trump durante a coletiva.
Enquanto isso, o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz reduziu-se drasticamente, operando em níveis mínimos. A mídia iraniana reportou na segunda-feira (30) que a comissão de segurança do parlamento aprovou um plano para impor pedágios a navios que cruzam a via marítima. O projeto inclui a regulamentação estrita da navegação e a proibição explícita de embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel.
A reação de Washington à proposta de taxação foi imediata e contundente. O Secretário de Estado, Marco Rubio, classificou a medida na última sexta-feira (27) como “ilegal” e “inaceitável”. Rubio instou líderes globais a formularem um plano de contingência para enfrentar as restrições impostas por Teerã, reforçando que a liberdade de navegação em águas internacionais é um princípio inegociável para a estabilidade econômica global.
“A tentativa de impor pedágios e restringir o tráfego no Estreito de Ormuz é um desafio direto ao direito internacional que exige uma resposta coordenada do mundo.”
A incerteza sobre o futuro do Estreito de Ormuz e a manutenção da segurança marítima após a eventual retirada das tropas norte-americanas permanecem como os principais pontos de interrogação para o mercado de energia e para os aliados dos Estados Unidos na região do Golfo.
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