Londres, Reino Unido, 3 de abril de 2026, Reuters – O governo britânico sediou uma reunião virtual nesta quinta-feira (2) para debater estratégias que garantam a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. O evento contou com a participação de representantes de mais de 40 nações, incluindo o Japão, em um esforço coordenado para responder à crise energética e logística provocada pelas tensões no Oriente Médio.
A Secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, liderou o encontro e criticou duramente as ações de Teerã na região. Segundo Cooper, o bloqueio iraniano à hidrovia está mantendo a “economia global como refém”. Ela enfatizou a determinação coletiva do grupo em assegurar a reabertura do estreito, uma via vital para o tráfego internacional de combustíveis e mercadorias.
“Estamos unidos na determinação coletiva de garantir a liberdade de navegação e reabrir o estreito para proteger a estabilidade global.”
Um oficial do Ministério das Relações Exteriores do Japão informou que os participantes mantiveram o tom de crítica ao fechamento efetivo da passagem pelo Irã. O Ministro das Relações Exteriores japonês, Motegi Toshimitsu, apelou às outras nações para que redobrem os esforços na garantia de um suprimento global de energia estável, visto que o Japão é um dos países mais dependentes dessa rota.
Após o encontro, o governo britânico emitiu uma nota oficial detalhando que os países discutiram o aumento da pressão diplomática sobre o Irã e a rejeição veemente à cobrança de pedágios na região. Foram abordadas ainda possíveis sanções adicionais e a colaboração com a Organização Marítima Internacional para a liberação de milhares de navios e marinheiros que permanecem retidos no estreito.
“A prioridade imediata é o resgate dos milhares de marinheiros presos e a normalização do tráfego sem a imposição de taxas arbitrárias.”
A reunião ocorreu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter criticado outras nações na quarta-feira (1) por não fazerem o suficiente para assegurar a via. Durante um evento de Páscoa na Casa Branca, Trump destacou que nações europeias e asiáticas, como França, Japão, Coreia do Sul e China, são as que mais recebem petróleo através do estreito, reforçando que esses países deveriam assumir maior responsabilidade pela segurança da rota.
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