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Navio de pesquisa chinês deixa ZEE do Japão após suspeita de invasão

Embarcação ignorou alertas da Guarda Costeira japonesa perto das Ilhas Senkaku

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Uotsuri, Japão, 3 de abril de 2026, NHK – A Guarda Costeira do Japão informou que um navio de pesquisa marinha da China deixou a zona econômica exclusiva (ZEE) japonesa ao redor das Ilhas Senkaku, após realizar o que se suspeita ser um levantamento marítimo não autorizado. O Japão exerce o controle das ilhas no Mar da China Oriental, embora o território também seja reivindicado pela China e por Taiwan.

Segundo as autoridades navais, por volta das 13h30 de segunda-feira (30), a embarcação foi avistada estendendo objetos que pareciam ser tubos e cabos nas águas dentro da ZEE do Japão. A operação ocorria em uma área a cerca de 69 quilômetros a oeste-noroeste da Ilha Uotsuri, uma das que compõem o arquipélago das Senkaku.

“A Guarda Costeira instou repetidamente a embarcação, via rádio, a interromper a operação, alertando que qualquer pesquisa nessas águas sem permissão do Japão é inaceitável.”

Apesar dos avisos, o navio chinês não respondeu aos chamados. A Guarda Costeira relatou que, pouco depois das 16h de quinta-feira (2), a embarcação cruzou a linha de equidistância geográfica entre os dois países e se afastou. Esta foi a primeira vez, desde outubro do ano passado, que um navio de pesquisa marinha da China foi confirmado operando na ZEE japonesa — a ocorrência anterior aconteceu perto da ilha de Tokunoshima, na província de Kagoshima.

Navios de patrulha da Guarda Costeira permanecem em vigilância constante na região. O governo japonês reitera que as Ilhas Senkaku são parte inerente do território do Japão, tanto histórica quanto juridicamente, sustentando que não existe questão de soberania a ser resolvida sobre o arquipélago.

“A presença de equipamentos de sondagem em águas territoriais reforça as tensões diplomáticas e a necessidade de monitoramento rigoroso no Mar da China Oriental.”

A incursão ocorre em um momento de atenção redobrada das forças de defesa japonesas, que buscam evitar a criação de novos precedentes de exploração marinha por parte de Pequim em áreas sob jurisdição de Tóquio.

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