Washington D.C., Estados Unidos, 04 de abril de 2026, Associated Press (AP) – Aproximadamente metade dos lançadores de mísseis do Irã permanece intacta e milhares de drones de ataque seguem no arsenal de Teerã, apesar das cinco semanas de ofensivas conduzidas pelos Estados Unidos e Israel. A análise faz parte de avaliações recentes da inteligência norte-americana, que indicam uma resiliência bélica maior do que a admitida anteriormente pelo governo em Washington.
Os relatórios sugerem que uma grande porcentagem dos mísseis de cruzeiro de defesa costeira do Irã não sofreu danos. No entanto, as autoridades ponderam que os lançadores considerados “intactos” podem incluir equipamentos atualmente inacessíveis, como aqueles enterrados sob escombros em instalações subterrâneas, mas que não foram efetivamente destruídos pelos bombardeios.
“Embora a marinha regular do Irã tenha sido amplamente desmantelada, as forças navais separadas do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda mantêm cerca de metade de suas capacidades operacionais.”
Esses dados contrastam fortemente com as declarações recentes do presidente Donald Trump. Em pronunciamento à nação na última quarta-feira (1), Trump afirmou que a marinha iraniana foi “absolutamente destruída” e que a força aérea do país sofreu danos em níveis nunca antes vistos. Em falas anteriores, o presidente chegou a declarar que os ataques teriam neutralizado cerca de 90% dos lançadores e mísseis iranianos.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos refutou as informações divulgadas pela mídia. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, classificou as fontes anônimas como “completamente equivocadas” e reafirmou que as forças militares desferiram golpes incapacitantes contra o regime iraniano. Segundo Parnell, os objetivos militares estão sendo cumpridos antes do cronograma previsto.
“A operação militar tem sido um sucesso retumbante e qualquer tentativa de minar as vitórias conquistadas em campo é vergonhosa.”
A divergência entre os dados de inteligência e o discurso oficial da Casa Branca levanta questões sobre a real capacidade de retaliação de Teerã e a duração necessária da campanha militar para atingir uma desmilitarização efetiva na região do Golfo.
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