Tóquio, Japão, 2 de abril de 2026, NHK – O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou a necessidade urgente de criar uma estrutura diplomática que inclua países não envolvidos diretamente no conflito com o Irã. Em visita oficial ao Japão, o líder francês destacou, nesta quarta-feira (1), que a resolução da crise exige um esforço multilateral para evitar que a região permaneça em um vácuo de governança após semanas de bombardeios e instabilidade crescente.
Durante o diálogo em solo japonês, Macron enfatizou que a pior consequência possível seria manter as operações militares por tempo indeterminado e abandonar a região sem que uma estrutura de ordem e segurança fosse restabelecida. Em relação ao Estreito de Ormuz, o presidente sublinhou que a França está pronta para desempenhar um papel ativo na garantia da liberdade de navegação, colaborando estreitamente com nações da Ásia, do Oriente Médio e da Europa para mitigar o impacto econômico global causado pelo fechamento efetivo da via.
“Nada seria pior do que bombardear a região por semanas a fio e depois abandoná-la sem que um quadro de estabilidade internacional seja reestabelecido.”
No campo da influência global, Macron adotou uma postura de independência, afirmando que a França não aceitará a hegemonia exclusiva dos Estados Unidos ou da China. O líder sugeriu o aprofundamento da cooperação com parceiros estratégicos como o Japão, o Canadá e a Índia, visando um equilíbrio de poder que favoreça a segurança econômica e política de nações intermediárias.
O presidente também abordou as preocupações levantadas no Japão após o anúncio, realizado no mês passado, de um plano para fortalecer a capacidade nuclear francesa. Macron expressou seu profundo respeito aos sobreviventes das bombas atômicas e à história vivenciada pelos japoneses. Ele ressaltou que, diante das repetidas declarações irresponsáveis da Rússia sobre armas nucleares, o fortalecimento da dissuasão nuclear tornou-se um elemento essencial para a preservação da paz e da segurança na Europa e no mundo.
“Respeitamos profundamente o que o Japão viveu, mas o cenário atual de ameaças externas exige que a dissuasão nuclear seja reforçada como garantia de segurança global.”
A visita de Macron ao Japão consolida o alinhamento franco-japonês em temas sensíveis de defesa e economia, reforçando a visão de que a solução para as crises no Oriente Médio e no Indo-Pacífico passa obrigatoriamente pela cooperação estratégica entre democracias consolidadas.
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